Hoje é dia de Paris-Roubaix, crème de la crème das Clássicas !

O dia 14 de abril de 1996 não era um domingo comum, pois era dia de Paris-Roubaix. Mas também não era uma Paris-Roubaix nornal: era o aniversário de 100 anos da Rainha das Clássicas, do Inferno do Norte. E todos queriam entrar para a história ao vencer este Monumento em data tão especial.

Só que a poderosa equipe italiana Mapei queria mais que todo mundo e daria para o mundo do ciclismo e para a própria Paris-Roubaix um presente absolutamente inesperado! Seus ciclistas varreram a classificação da prova, com os três primeiros (o belga Museeuw e os italianos Bortolami e Taffi) chegando juntos e celebrando efusivamente no velódromo de Roubaix. Para completar a festa, outro italiano da equipe, Ballerini, chegou em 5º.

Isto nunca tinha acontecido antes em clássica alguma: três gigantes da mesma equipe chegando juntos destacados … o mais legal desta história é que nem tudo foram flores nesta vitória épica, inédita e jamais repetida por qualquer equipe.

Primeiro, que não fique dúvida: a Paris-Roubaix se vence na força bruta, somada com habilidade para vencer os pavés (especialmente se estiverem úmidos ou com lama). E foi assim que os Mapei Boys fizeram. Passaram a corrida toda na ponta, maltratando os adversários, enfiando seus gregários em todas as fugas, desde o início da prova.

Esta foto é da edição de 1922

Esta foto é da edição de 1922

No primeiro corte sério, no Km 164, algo como 25 ciclistas foram para a ponta com 5 Mapeis entre eles. Não tinha conversa, eles iam pra ponta de forma insolente, ignorando a qualidade dos seus adversários. Volta e meia o grupo se rachava em vários sub-grupos, pois bastava uma curva mal feita ou uma negociada errada num treco de pavê e o corte acontecia.

Os que mais trabalhavam eram Wilfried Peeters (belga e fiel escudeiro de Museeuw) e Andrea Taffi. Peeters poderá ser visto amanhã, dirigindo o carro da Omega Pharma Quick Step, pois trabalha para Patrick Lefevere desde que parou de correr. Já Taffi tornou-se um grande campeão, vencendo diversas clássicas, incluindo a Paris-Roubaix 1999, sempre fiel ao seu estilo: ataques frequentes de muita força, para vencer sempre destacado.

Voltando à prova, por volta do Km 180, Franco Ballerini, líder da equipe que já havia vencido em Roubaix em 1995 – e voltaria a vencer em 98 – furou incríveis 4 vezes! E foi num destes momentos infelizes dentro da própria equipe que os três Mapeis se foram. Primeiro Bortolami e Museeuw, em em seguida Taffi.

Na edição de 1998 também só deu Mapei:  Andrea Tafi 2º colocado, ao centro  Franco Ballerini o grande campeão e, à direita Wilfried Peeters 3º colocado

Na edição de 1998 também só deu Mapei: Andrea Tafi 2º colocado, ao centro Franco Ballerini o grande campeão e, à direita Wilfried Peeters 3º colocado

As cenas, que na época eram impossíveis de se ver por aqui (e que hoje o YouTube permite) são impressionantes: eles pedalavam mais forte nos pavés do que os seus perseguidores o fazim no asfalto. E quem os caçava não eram bobos: que tal Andrei Tchmil (vencedor de 1994 e de várias outras clássicas), Ekimov (um dos maiores passistas e perseguidores de velódromo da história) e um futuro colega de Mapei, Stefano Zanini (que venceu muitas provas, incluindo o Amstel Gold Race neste mesmo ano).

Mas apesar da qualidade dos rivais, o tripé da Mapei meteu 2’38” em Zanini e Ballerini (apesar dos 4 furos…), e mais de 5 minutos em Tchmil, Ekimov e outros menos estrelados.

CONFLITO INTERNO – Johan Museeuw tinha 31 anos de idade e estava no auge da carreira, já tendo vencido duas vezes o Tour de Flandres (venceria uma 3ª vez em 98), além do Amstel Gold Race, a Paris-Tours e o GP de Zurich (clássica de 1ª linha na época).

E Johan era favorito par levar a World Cup, classificação equivalente ao atual World Tour. Bortolami havia vencido o World Cup em 94, mas suas performances caíram bastante e ele era gregário para o belga. Taffi era jovem e não tinha voz no grupo.

A liderança de Museeuw no grupo era tamanha que ele furou duas vezes e os italianos – de uma equipe italiana – o esperaram. Curiosamente, a coisa ficou feia mesmo entre os dois italianos, que se desentenderam sobre quem ficaria em segundo e terceiro.

Taffi havia trabalhado como um escravo e acreditava merecer o segundo lugar por isso. Bortolami era uma estrelinha, com mais chances no World Cup, e queria o segundo. Durante um bom tempo ficou no ar como Patrick Lefevere (que dirigia o carro da equipe), decidiu a ordem de chegada. Supostamente algumas ligações entre ele e o dono da empresa Mapei, Giorgio Squinzi, aconteceram e eles se acertaram.

E estas conversas também aconteceram:

LEFEVERE PARA BORTOLAMI – “Diga a Taffi que se acalme, Johan deve vencer. Se ele não seguir esta ordem pode procurar outro emprego”.

BORTOLAMI A TAFFI – “Andrea, não quebre o acordo. Não tente nada, Johan deve vencer”.

TAFFIR PARA BORTOLAMI – “Eu não quero ganhar nada, só quero que me deixem ficar em 2º, mas você não concorda”.

Imaginem este tipo de conversa, a 45 km/h, sacudindo naqueles paralelepípedos depois de 220 km de corrida, ao mesmo tempo em que o líder da equipe furava duas vezes … imagens que hoje podemos ver hoje mostram que Lefevere quase pula da janela do carro enquanto dava ordens.

E apesar de tudo estar bem acertado, Johan ficou de roda antes da entrada na pista e me passou a impressão de não confiar muito no pacto. E quando foi para a ponta sempre dava uma olhada…

Quem vê a imagem festiva dos três celebrando no lendário velódromo de Roubaix não imagine o barraco que rolou antes. Dos três, Taffi parece ser o mais realizado e é também o mais abraçado e festejado pelo vencedor belga.

POLÊMICA – mas os tradicionalistas da época não gostaram. E as revistas que tenho deixam isso transparente: a classificação da prova estava pré determinada por Squinzi-Lefevere 40 km antes da chegada e isso desagradou os analistas. Queriam sangue nos pavés? Queriam um sprint de alto risco entre os três? Ou quem sabe um teatrinho forjando uma fuga de Museeuw?

A imprensa italiana, que gosta de uma polêmica como nenhuma outra, meteu a boca na equipe, pois jamais um belga deveria ser o vencedor. Lefevere respondeu: “Não entendo estas manifestações de patriotismo, isso é jornalismo de outra época. Afinal, a vitória foi de uma equipe italiana”.

Sem noção, né? Pois eu achei o máximo!! Eu e os torcedores do bom ciclismo, pois foi uma demonstração de força, de trabalho de equipe e tudo mais. Esta foto abaixo até hoje é publicada e venerada.

MAPEI E SUAS SUCESSORAS – a Mapei surgiu meio que por acidente em 1993. No início era mais uma equipe de provas por etapas, pois tinha no suíço Tony Rominger a sua grande estrela. Rominger venceu para a Mapei em 1994 uma Vuelta a España (venceu outras duas), uma ao Pais Basco, uma Paris-Nice. Em 95 levou o Giro d’Italia. Fera.

Mas a partir deste ano de 1996 a equipe nunca mais conseguiu acertar uma contratação de peso para o ciclismo de Voltas e acabou se tornando uma lenda nas Clássicas.

Nomes como Museeuw, Taffi, Ballerini, Steels, Vandenbroucke, Olano, Bettini, Bartoli, Bugno, Freire, Bomans, Nardello, Garzelli, Van Heeswijk, Camenzid, Svorada, Zanini, Cancellara, Evans, Bodrogi e até Axel Merckx, venceram INCONTÁVEIS clássicas, semi-clássicas, voltas e etapas de voltas, títulos mundiais e nacionais (de estrada e CRI).

Na estrada vencera o Mundial: Olano (95), Museeuw (96), Camenzid (98) e Freire (01). Fenômeno. No Ranking da UCI, foi a 1ª colocada em 94 e 2001, salvo em 2000. Absurdo!

Apesar de tudo isso, o final da equipe foi triste e a culpa foi de quem? … do maldito doping! Acusações dentro e fora da equipe fez com Giorgio Squinzi encerrasse a equipe. Declarações anti-doping de Taffi o isoloram no pelotão. Foi um lixo.

Mas o belga Patrick Lefevere, já rico e famoso, pegou as sobras da equipe e montou na Bélgica a DOMO-Farm Frites. Foram apenas dois anos, mas que dois anos … nas edições 2001 e 02 da Paris-Roubaix repetiram a dose de colocar três ciclistas no alto do pódio – a diferença para 96 foi que chegaram separados e não juntos. Mas estas performances foram espetaculares da mesma forma.

Sai a Domo-Farm Frites e Lefevere monta uma nova potência: a QUICK-STEP. Com Bettini e Boonen foi mais um festival de clássicas (San Remo, Flandres, Roubaix, Liège, Lombardia, fora as menores). E de Mundiais foram dois com Bettini e um com Boonen. Nos mundiais de CRI também venceu muito com Rogers (3x), Martin (2x). E no cyclocross tem Stybar … ufa, não acaba!

E quem está por trás de tudo isso? Patrick Lefevere, meu chapa. Sou fã incondicional, até porque ele é muito gente boa!

E agora uma ótima Paris-Roubaix para todos! Sugiro o site www.steephill.tv, pois lá tem todos os links possíveis para se assistir a prova. E não me consta que as emissoras de TV do Brasil irão transmitir a corrida.

Este maravilhoso texto para os amantes do ciclismo foi magistralmente escrito por  Fernando Blanco e foi originalmente publicado no fb, na página Ciclismo Pro

Rio 2016, o Brasil perde uma Estrela da pista

E, de esperança, de estrela…De Eduardo Euzébio!

Euzébio em ação, na frente de seu amigo Nando Sikora

Euzébio em ação, na frente de seu amigo Nando Sikora

Com um currículo de títulos e vitórias que é proporcional ao esforço, dedicação e treinos deste atleta, infelizmente, lá se vai mais uma Vida! Levou junto com ele um pouco do brilho de nossa pequena, porém valiosa constelação de ciclistas.

Na semana que vem, Euzébio se juntaria ao seleto grupo que compõe a seleção brasileira de pista permanente. Só neste ano ele foi campeão brasileiro na prova dos 200 metros e, repetindo o ano passado, sagrando-se bicampeão na prova de perseguição individual. Um atleta de elite, que tinha tudo para acalentar o sonho nacional de medalha olímpica, no terceiro esporte que mais premia, o ciclismo.

Uniforme amarelo e óculos da Lampre, é ele, Eduardo Euzébio!

Uniforme amarelo e óculos da Lampre, é ele, Eduardo Euzébio!

O fatal acidente aconteceu a 10 km do pedágio das praias, na BR 277. Na divisa entre as cidades de São José dos Pinhais e Morretes, onde existe um contorno operacional – o local é conhecido como, “Quebrado”. O Euzébio foi recolhido por um Clio, por volta das 10h30min da manhã de hoje. Ainda consciente e conversando foi levado ao pronto socorro do Hospital Cajuru. Não resistindo aos ferimentos, cuspindo muito sangue, acabou falecendo. Neste instante, não há como escrever sem gotejar o teclado de lágrimas…

A vivacidade, a alegria, aquela felicidade de quem faz o que gosta – e também por isto, faz tão bem feito -, e justamente por ser a pessoa certa, fazendo a coisa certa, tinha a confiança no nato talento, no dedicado esforço e no consequente encontro com a vitória.

A foto que, por um bom tempo, ele usou na capa do FB. Tirada em 13 de novembro - há praticamente 1 ano - no Grande Prêmio Acyr de Lima

A foto que, por um bom tempo, ele usou na capa do FB. Tirada em 13 de novembro – há exatamente 1 ano – no Grande Prêmio Acyr de Lima

Quando a gente conversa, fotografa e observa os colegas, só enxerga a mais promissora e ascendente rampa na vida e na carreira esportiva e, neste caso, como receber e, pior, dar a notícia da morte de alguém cujo horizonte era pura glória?

A toda família, amigos e colegas nossos pêsames.

Consternado, para dizer o mínimo, olhando para o monitor, para a bike e lembrando do Euzébio.

Plano diretor cicloviário de Curitiba

Foi divulgado o mês passado o plano diretor cicloviário de Curitiba, já foi postado em alguns blogs, sites, etc, mas quando mais divulgado melhor:

 

Aqui um mapa detalhado:

http://www.curitiba.pr.gov.br/multimidia/00136678.pdf

 

Só espero que saia do papel e que seja bem feito (de preferência com a consultoria de ciclistas) Se for só para jogar asfalto em alguma calçada e dizer que é ciclovia, melhor nem fazer…

 

 

 

Ciclocalçada – Arthur Bernardes/Mario Tourinho

Que as ciclocalçadas ou ciclovias compartilhadas de Curitiba são uma piada e uma ofensa aos ciclistas isso quase todo mundo já sabe, são migalhas e remendos mal projetados que a prefeitura nos dá.

É como se lavassem as mãos e dissessem:

” Tá ai a sua ciclovia, agora ande com sua bicicleta por ai e não atrapalhe o transito dos carros!”

Faz um tempo que eu não andava pela ciclocalçada da Arthur Bernardes/Mario Tourinho, mas nas ultimas semanas tive que trabalhar em outro local e passando por ali  pude constatar diversas irregularidades:

Ciclovia destruída e repavimentação fora do padrão. Já abri um protocolo na Central 156:

Será que alguém sabe que aqui é uma "ciclovia"?

Será que alguém sabe que aqui é uma “ciclovia”?

Armadilha pega ciclista!

Armadilha pega ciclista!

   Porque não colocam um poste desses no meio da rua para ver o que acontece?

No meio do caminho, havia um poste!

No meio do caminho, havia um poste!

Cruzamento sem guia rebaixada, a rampa para acesso a cadeirantes que poderia ser utilizada por bicicletas fica afastada do desenho da ciclocalçada. Já fiz varias reclamações na Central 156 sobre este cruzamento mas eles dizem que não tem nada de errado:

Será que quem projetou isso já andou de bicicleta alguma vez na vida?

Será que quem projetou isso já andou de bicicleta alguma vez na vida?

Obras da Sanepar impedindo a passagem. Desrespeito total a pedestres e ciclistas.

O que custa demarcar um pedaço da via para a passagem? Ah, esqueci, isso atrapalharia o transito dos veículos!

Bicicletas e pedestres? que se virem e passem por onde der.

Bicicletas e pedestres? que se virem e passem por onde der.

Sempre quando há estas obras que quebram partes da ciclovia, demoram semanas para repavimentarem (isso quando repavimentam)  já sofri uma queda num buraco desses que foi tampado com pedra brita e areia, o pneu dianteiro da bicicleta afundou e fui para o chão.

Não sou totalmente contra ciclovias compartilhadas, dependendo da via fica complicado e inviável fazer uma pista exclusiva para bicicletas, é melhor uma ciclovia compartilhada do que nada. Já ouvi alguns ciclistas falando que é complicado dividir espaço com os pedestres, que eles andam mais devagar, entram na frente,  tem que desviar, esperar, etc (ironicamente estes são praticamente os mesmos argumentos que os motoristas usam para falar de bicicletas nas ruas) mas é imprescindível que estas ciclocalçadas sejam devidamente sinalizadas alertando que ali é de circulação compartilhada, com  pavimento adequado plano e sem obstáculos, e nos cruzamentos o ideal seria que fosse do tipo passagem elevada devidamente sinalizados, com preferência total aos pedestres e ciclistas e/ou com semáforos  específicos para isto.

O que não é correto é jogar asfalto numa calçada e dizer que ali é uma ciclovia. Na Avenida Arthur Bernardes em quase toda a sua extensão desde o Supermercados Big até a Fonte dos Anjos, dá tranquilamente para fazer uma pista exclusiva para bicicletas, uma pista para cooper e pedestres e ainda colocar 3 faixas de cada lado para os carros, sem comprometer a estética e arborização da avenida.

Basta um pouco de boa vontade, dinheiro para fazer isso eles tem. Cadê o dinheiro da Copa?

Doutor Ricardo Rosa praticamente mata ciclista e diz que “não viu”

Ricardo Rosa, médico que já foi socorrista, conforme reportagem da Rede Record, atropelou violentamente o ciclista Rafael de Almeida Oliveira, que teve traumatismo craniano e está entre a vida e a morte na UTI do Hospital Cajuru em Curitiba. O atropelamento aconteceu na segunda-feira, dia 1º deste mês e o condutor do veículo só se apresentou na Delegacia de Trânsito no dia 5, sexta-feira. Continuar lendo

Dinheiro Público X Ciclovias

Hora do Rush na Holanda

Hora do Rush na Holanda

Alguns dias atrás o prefeito da cidade de São Paulo afirmou que lançará um plano de mobilidade que inclui 400 km de ciclovias, esse número que parece imenso é na verdade ainda pequeno para uma cidade com uma malha viária de 18.000 km. A representatividade é muito pequena proporcionalmente falando, porém serão 400 km a mais e ao contrário que se possa parecer esse investimento é praticamente uma capitalização, pois existem alguns estudos que demonstram que ciclovia gera economia, para os novos ciclistas, para os que precisam realmente do carro, para o sistema de saúde, para as empresas, para a engenharia de tráfego, para os policiais que fiscalizam o trânsito e mais uma dezena de outros aspectos envolvidos nesse mote de melhorias. Continuar lendo

Dieta das ruas: Curitiba também merece!

Neste excelente vídeo vemos como o compartilhamento de ideias pode ser muito últil e enriquecedor. Alargar as calçadas diminui a distância para o pedestre atravessar a rua, simples. Limitar as ruas à uma faixa por mão reduz a velocidade da via, pois aí quem dita o ritmo é o motorista prudente que obedece as regras de trânsito. O apressadinho ficará condicionado à velocidade dos que respeitam o limite de velocidade, simples também. Continuar lendo

Ônibus X ciclistas – o outro lado da historia

É bem comum conflitos e acidentes envolvendo ciclistas x motoristas de ônibus, e muita queixa por parte dos ciclistas reclamando de fechadas, finas, etc. É um consenso que muitos dos motoristas de ônibus são despreparados e não respeitam os ciclistas, mas é sempre bom ouvir o outro lado da história… Continuar lendo

Bicicleta não pode ser um meio de morte.

Exite um post no blog no Keyce Jhones sobre um comentário sobre meios de transportes e suas devidas responsabilidades que é feito pelo Jornalista Alexandre Garcia, sem sombra de dúvida é a maior afirmação dos direitos que os ciclistas tem de trafegar em qualquer parte deste país continental, sem falar que nosso Arauto menciona inclusive onde buscar, onde de fato esta reproduzido na integra para que possa ser divulgado, estampado, publicado, e todos os “ados” que possam espalham essa lei. Continuar lendo