Tá com pressa né?

Nos últimos dias, tenho percebido um ar diferente no trânsito de Curitiba… Ao andar por aí, parece que o desrespeito com o ciclista (eu, neste caso) aumentou…

Fiquei tentando entender e observava que quando eu era desrespeitado era devido ao excesso de velocidade… A pressa. Pessoas vivem com pressa e agora com essa “política” de reorganização do trânsito das regiões vicinais ao centro, parece que as pessoas estão com mais pressa…

Asfalto novo… Concluí que as pessoas querem mais asfalto… Bom… tudo bem…

Mas eu vou usar o meu direito de ciclista também. Até porque, acho incoerente este código de trânsito.  Se estou numa rápida, ando bem no meio da faixa. Podem buzinar, acelerar… Eu não saio. Se eu me escondo na lateral, ninguém me respeita… Não sei se estou agindo corretamente… Mas… Sei que é a única maneira de conseguir andar por aí…

Não creio na boa fé dos motoristas.

Deixo aqui uma frase de Dota Kehr, a Princesa da Gorjeta. Ela é uma cantora alemã que usa melodias brasileiras em suas canções:

Zivilisation ist die ständige Vermehrung unnötiger Notwendigkeiten ou,

A civilização é o aumento progressivo das necessidades desnecessárias.

Abraços a todos


4 ideias sobre “Tá com pressa né?

  1. Thiago,

    Andar pelo cantinho, bem grudado no meio fio, é furada mesmo.
    Agora uma coisa qeu eu acho fundamental: andar sempre em 2, mas em linha, tipo fila indiana. Não sei o que aconte, parece que os caras se sentem, numericamente, inferiores, pois é lógico, se eles derrubam um, ou desrespeitam, tem outro ciclista pra defender. Um mais um é sempre mais que 2.

    abço
    Marco (Uberaba)

  2. Cara, Curitiba esta atingindo índices estratosféricos de desrespeito. Tenho usado uma moto para os meus deslocamentos e, posso te assegurar, o sentimento é o mesmo que se eu estivesse de bike. Os motoristas passam por cima: não se atreva a tomar o espaço do carro.
    Outro campeão de imprudência são os ligeirinhos. fique longe, stay alive!

    Abraços,

    Renato

  3. tb pedalo quase no meio da pista em rápidas. questão de sobrevivência.
    O código de trânsito aconselha que o ciclista trafegue a 1m do final da faixa de rolagem. Ou seja, quase no meio da pista, se considera o final da faixa de rolagem o momento que acaba o asfalto e começa a canalização de escoamento das águas superficiais.

  4. Realmente vem aumentando o desrespeito aos ciclistas, e isso é notório. Mas não vale apena se meter e arriscar a vida para tentar provar algo, pois não vai conseguir colocar algo útil na cabeça inútil dos motoristas de Curitiba.

    Abraços

Interaja! Se gostou ou desgostou, deixe aqui seu ponto de vista: