Fazer da indignação combustível para recrudescer a luta!

Assim como as ruas são dos carros, no Brasil, as Leis são feitas para os que têm mais poder. Falar isso para um ciclista que todo dia sente na pele, e nas finas, esta carrocracia instituída é mais fácil. O ciclista, mesmo o que ainda não foi vítima de fato, sabe o que é sê-la em potencial. A todo instante, a cada trajeto casa-trabalho-estudo-passeio, ele de alguma forma ou em alguma circunstância, é alvo de alguma agressão.

Vocês lembram o caso Carli Filho, o deputado voador que, segundo as imagens do restaurante, encharcou-se de vinho  e acabou matando 2, num único e certeiro voo mortal, com um passat 3.6 de 250 cavalos. Pois então, a lei só está sendo aplicada, mesmo que a passos de tartaruga, graças a condição financeira da família de uma das vítimas, porque senão…

Agora pensem no pobre, ciclista e desamparado do  Wanderson Pereira dos Santos, assassinado (mesmo que culposamente) pelo herdeiro da maior fortuna brasileira?

40 pontos na carteira, 9 multas por excesso de velocidade, apontam a direção, mas não são suficientes para podermos dar um veredito de como foi a tragédia, a razão e a prudência nos levam a considerar o Direito de TODOS os cidadãos a presunção da inocência. Agora, conhecendo o país em que vivemos, sua História, estando minimamente informado sobre como acontecem as relações de poder, os recorrentes casos de corrupção em todos ramos da atividade humana que possam existir nesse país; podemos sim sentenciar que, esse homicídio terá o desfecho que todos nós já imaginamos. Tá na cultura da gente, assim como a ideia de que ruas são para os automóveis (motoqueiros são uns marginais, ahh…pobrezinhos dos carrinheiros, bicicletas: já pra calçada ou pros parques!)

Vamos lá gente, vamos pedalando, pois temos um País de coisas para transformar e o pouco de cada qual vai significar uma diferença estrondosa já ali na frente!


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