1ª Copa Panga Feminina de Ciclismo é sucesso em Curitiba

Joceli Armstrong, no centro, foi a vencedora da 1ª Copa Panga Feminina

Joceli Armstrong, no centro, foi a vencedora da 1ª Copa Panga Feminina

24 de janeiro de 2013. Foi esta a data onde tudo começou. Primeira Copa Panga Feminina. Mais bonitas que as meninas do nado sincronizado. Mais fortes que a Rebeca Gusmão. E mais velozes que muitos pangarés que, na maior cara de pau, estavam sofrendo para conseguir ficar na roda de nossas potentes ciclistas. Se não acredita, veja o álbum de fotos.

Juliana Belachi e Priscila Lessa, responsáveis pela ótima organização da 1ª Copa Panga Feminina de Curitiba

Juliana Belachi e Priscila Lessa, responsáveis pela ótima organização da 1ª Copa Panga Feminina de Curitiba

Idealizada pelo Frizon, a 1ª Copa Panga Feminina, foi organizada pela Priscila Lessa e pela Juliana Belachi, contando sempre com o apoio do Marcelo Panga. Com uma página nos eventos do Facebook e uma semana de divulgação, apenas pela internet, a prova conseguiu reunir em torno de 2 dezenas de atletas. Feito memorável, uma vez que a maioria das grandes provas de ciclismo do calendário oficial paranaense não consegue reunir nem a metade disto.

As organizadoras conseguiram vários apoios, o que garantiu a distribuição de muitos prêmios às atletas vencedoras. O técnico da maior equipe paranaense de ciclismo, a Dataro/Rossetti, Hernani Quadri Jr., ofereceu uma camisa oficial da seleção brasileira. O Frizon conseguiu pen drivers e kits de informática. O Leandro Villas Boas, da Tribo Esporte doou alguns acessórios; O Zóio, da Nutriall, como sempre, oferecendo muitos brindes, tudo de bom e do melhor para os atletas, taí um exemplo de empresário que incentiva o esporte.

Joceli Armstrong, campeã da Copa Panga, e sua filha

Joceli Armstrong, campeã da Copa Panga, e sua filha

A prova foi, relativamente, tranquila. Nas primeiras voltas, o pelotão ficou compacto e todas as ciclistas permaneceram agrupadas. Um número grande de abandonos, talvez pelo calor, ou pelos exaustivos treinos que muitas delas estão realizando, diminui significativamente o grupo. Foi neste momento que a Joceli Armstrong (não, o sobrenome dela não é apelido e não tem relação com o Lance), imprimindo um ritmo mais forte, fez prevalecer sua experiência e preparo, para atravessar a linha de chegada em primeiro. Sem lançar mão de um ataque, apenas acelerando o ritmo, Joceli foi deixando as adversárias para trás e bateu o martelo com muita classe e elegância.

Por falar em classe…No pelotão masculino, a prova só não foi, quase igual, por conta da infinita combatividade do Fabiano Muchinski. Ele ataca, ataca e ataca. O cara abre mais frentes de combate do que o exército dos Estados Unidos. Mas de início, a prova foi uma verdadeira reunião de cavalheiros. Todos se respeitando, se estudando, ou ninguém interessado em ser o primeiro a começar a diáspora, em fazer o rebuliço de sempre, aquele estrago, um verdadeiro pandemônio que, visto de fora, mais parece os bangue-bangues do Tarantino.

Pelotão pouco antes da largada. Em primeiro plano Fabiano e Márcio, dois dos que sempre estão na frente.

Pelotão pouco antes da largada. Em primeiro plano Fabiano e Márcio e, mais à direita o Lucas Onesco, três dos que sempre estão na frente.

Mas desta vez o nosso intrépido atacante não logrou o êxito de outrora. Lá pela metade da prova, quando todos ainda se comportavam como legítimos gentleman, Muchinski foi para cima. Arrastou com ele, num primeiro momento, o Braulio Delai e o Max Iago. Estes dois não resistiram, mas, Lucas Onesco e o Franklin G de Almeida, que atende também pela alcunha de, Baiano; foram juntos com o Fabiano até no final e, sem deixar chances para um pelotão fragmentado e sem reação, fizeram as 3 primeiras colocações desta etapa. Mas, no final, o Baiano mostrou a força da rapadura. Levantou, esticou o cabo, baixou pra 11 e foi impiedoso. O Muchinski murchou, até que tentou, mas a paulada foi forte. Mas a briga ali é coisa de cachorro grande, é só motoca, então, a qualquer momento quem perde hoje, tem todo potencial para dar o troco amanhã. Afinal, de panga nesta Copa, só mesmo o nome, e os “corajosos” que estavam sofrendo e se flagelando para conseguir ficar na roda das meninas.

Vejam abaixo as fotos, quem quiser é só pedir pelos comentários, que enviamos em alta resolução, totalmente de grátis.[nggallery id=30]


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