Rio 2016, o Brasil perde uma Estrela da pista

E, de esperança, de estrela…De Eduardo Euzébio!

Euzébio em ação, na frente de seu amigo Nando Sikora

Euzébio em ação, na frente de seu amigo Nando Sikora

Com um currículo de títulos e vitórias que é proporcional ao esforço, dedicação e treinos deste atleta, infelizmente, lá se vai mais uma Vida! Levou junto com ele um pouco do brilho de nossa pequena, porém valiosa constelação de ciclistas.

Na semana que vem, Euzébio se juntaria ao seleto grupo que compõe a seleção brasileira de pista permanente. Só neste ano ele foi campeão brasileiro na prova dos 200 metros e, repetindo o ano passado, sagrando-se bicampeão na prova de perseguição individual. Um atleta de elite, que tinha tudo para acalentar o sonho nacional de medalha olímpica, no terceiro esporte que mais premia, o ciclismo.

Uniforme amarelo e óculos da Lampre, é ele, Eduardo Euzébio!

Uniforme amarelo e óculos da Lampre, é ele, Eduardo Euzébio!

O fatal acidente aconteceu a 10 km do pedágio das praias, na BR 277. Na divisa entre as cidades de São José dos Pinhais e Morretes, onde existe um contorno operacional – o local é conhecido como, “Quebrado”. O Euzébio foi recolhido por um Clio, por volta das 10h30min da manhã de hoje. Ainda consciente e conversando foi levado ao pronto socorro do Hospital Cajuru. Não resistindo aos ferimentos, cuspindo muito sangue, acabou falecendo. Neste instante, não há como escrever sem gotejar o teclado de lágrimas…

A vivacidade, a alegria, aquela felicidade de quem faz o que gosta – e também por isto, faz tão bem feito -, e justamente por ser a pessoa certa, fazendo a coisa certa, tinha a confiança no nato talento, no dedicado esforço e no consequente encontro com a vitória.

A foto que, por um bom tempo, ele usou na capa do FB. Tirada em 13 de novembro - há praticamente 1 ano - no Grande Prêmio Acyr de Lima

A foto que, por um bom tempo, ele usou na capa do FB. Tirada em 13 de novembro – há exatamente 1 ano – no Grande Prêmio Acyr de Lima

Quando a gente conversa, fotografa e observa os colegas, só enxerga a mais promissora e ascendente rampa na vida e na carreira esportiva e, neste caso, como receber e, pior, dar a notícia da morte de alguém cujo horizonte era pura glória?

A toda família, amigos e colegas nossos pêsames.

Consternado, para dizer o mínimo, olhando para o monitor, para a bike e lembrando do Euzébio.


5 ideias sobre “Rio 2016, o Brasil perde uma Estrela da pista

    • Que me desculpem todos os atletas, triatletas e ciclistas em geral, mas dividir uma rua ou uma estrada com carros, ônibus e caminhões, não é esporte: é LOUCURA, INSANIDADE e IRRESPONSABILIDADE!!!!Mesmo que os motoristas dos carros, ônibus ou caminhões estejam errados, quem MORRE é o CICLISTA!!!O ideal seria haver horários ou pistas exclusivas para os ciclistas, ou ainda treinar em locais fechados como autódromos. Por mais que isto seja difícil e até mesmo monótono e pouco emocionante, a VIDA seria preservada. E ainda digo mais: ciclovias como a da Marechal Floriano, aqui em Curitiba, onde os ciclistas estão separados do trânsito “pesado” por uma “faixa amarela” e algumas “tartarugas” são DEMAGOGIA para atender os ciclo-chatos, que assim se contentam com pouco e param de perturbar as “autoridades”. E o que é este artigo do CTB que exige a distância mínima de 1,5m ao se ultrapassar um ciclista???PURA BALELA!!!Vocês acham que eu iria me sujeitar a ser MORTO por um motorista que se descuidasse ao trocar a estação do rádio ou atender uma chamada de celular, ou ainda estivesse discutindo com a pessoa ao seu lado só porque “uma Lei ” diz que ele estaria errado???GENTE, mais CONSCIÊNCIA, mais CUIDADO, mais RESPONSABILIDADE e mais VIDAS POUPADAS!!!

      • Realmente a corda quebra sempre para o lado mais fraco, porém, bicicleta também é um transporte e um meio alternativo.O mundo tem espaço para todos e o respeito deve partir dos mais frágeis aos mais fortes.
        Estamos falando de uma vida, antes de falar algo, é bom ter mais sensibilidade, pois, poderia ser parente de qualquer um de nós.

  1. Essas fatalidades me deixam muito triste e apreensivo,mas um esporte tão gracioso não deve se calar…meu pêsames aos famíliares

  2. Infelizmente sou obrigado a concordar com o Luiz henrique da Cunha Telles, aqui só que perde é os familiares de quem morre, e os motoristas desavizados continunam a trafegar imprudentemente pelas nossar ruas nos grandes centro urbanos sem o minimo de cuidados com os ciclistas.

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