Será que finalmente poderemos parar de andar na canaleta?

 

Pelo menos num pequeno trecho da Sete de Setembro parece que sim, como já foi noticiado pelo blog Ir e vir de bike, a avenida 7 de Setembro esta sendo reformada  com marcação no chão com área especifica para transito de bicicletas:

Marcação na pista

Marcação na pista sendo feita

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Confesso que fiquei surpreso, pelo que parece esta sendo algo bem feito, uma pista bem marcada e com largura razoável, nos dois sentidos da Av. Sete de Setembro. Seria interessante que isso fosse feito em todas as canaletas, e em todas grandes avenidas e binários, dai sim teríamos uma cidade verdadeiramente ciclável.

 

detalhe da marcação do cruzamento, muito bem marcada.

detalhe da marcação do cruzamento, muito bem marcada.

 

Bike-box no semáforo, coisa de primeiro mundo

Bike-box no semáforo, coisa de primeiro mundo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vale lembrar que essa obra em questão é um pouco mais de 1% do que foi prometido pela prefeitura, mas já é um começo.

 

 

 

Ciclofaixas em Penha-SC

[like]Nesta ultima semana estive fazendo um pedal pelo litoral de Santa Catarina, fazendo uma parte da Rota Das Baleias, e depois dei fiquei alguns dias em Penha-SC e pude andar bastante de bike pela cidade, fiquei impressionado com a qualidade das ciclofaixas, e da infraestrutura e a utilização das bicicletas pelos moradores.

As cidades de Santa Catarina, principalmente as do litoral, tem uma boa cultura com relação a utilização de bicicletas, tanto que Joinville já foi chamada de capital das bicicletas. Mas achei interessante a infraestrutura de Penha, pois lá também foi feito um “binário”, com duas ruas principais com um só sentido cortando a cidade, mas ao contrário daqui, lá o espaço para os ciclistas e pedestres foi muito bem delimitado:

Ciclofaixa como deve ser feita: largura adequada, separada dos pedestres, e bem demarcada Continuar lendo

Dia 27 de novembro de 2011 Curitiba terá a segunda chance de peladar na Ciclofaixa de lazer

Inaugurado no dia 23 de outubro de 2011, sob protesto dos ciclistas que pedalam todos os dias por Curitiba, o Circuito Ciclofaixa de Lazer funcionará pela segunda vez no domingo, dia 27 de novembro de 2011. Na Bicicletada de outubro, colhemos alguns depoimentos dos pedalantes da cidade o que deu origem ao vídeo abaixo:

A prefeitura já se comprometeu com a Associação dos Ciclistas do Alto Iguaçu (entidade representativa dos ciclistas de Curitiba e região) a promover o Circuito Ciclofaixa de Lazer todos os domingos à partir de janeiro de 2012.
Discutir o lado da via em que a Ciclofaixa foi implantada ou a periodicidade são discussões tangentes diante da que considero a principal: a promoção do lazer enquanto o que Curitiba precisa é de bicicleta como meio de transporte. Vale destacar que, na oportunidade do anúncio do Circuito Ciclofaixa de Lazer, tanto o prefeito Luciano Ducci – pré-candidato em pré-campanha eleitoral- quanto todos os técnicos que se manifestaram publicamente, sempre associavam ao discurso da Ciclofaixa de Lazer a expressão “mobilidade urbana”. Numa leitura menos comprometida poderíamos até comprar fácil tal associação, mas o que lazer tem à ver com mobiliade urbana? “Educar os motoristas, em doses homeopáticas, para o convívio com as bicicletas”, promovendo passeios aos domingos, dia em que as ruas estão praticamente vazias? Oras, aí sim que os motoristas vão ter certeza que bicicleta é só para lazer mesmo, que não é meio de transporte, afinal, até a prefeitura faz obra priorizando este conceito. Falam ainda que Curitiba tem uma das maiores malhas de ciclovias do país, “que interligam toda a cidade”. Mas calçada coberta com antipó e compartilhada com pedestres, não entra na categoria de ciclovia, coisa que em seus discursos, os gestores municipais teimam em “esquecer”. Alguns exemplos práticos: passeio compartilhado da rua Antônio Scorsin, ou então na Affonso Camargo. Uma visão mais completa, mas que ainda não mostra todos os problemas, pode ser vista neste levantamento cooperativo realizado por ciclistas de Curitiba.

Agora, a mais nova sacada para vitaminar as estatísticas oficiais, pode-se observar com a ciclofaixa que de há muito está para ser inaugurada na avenida Marechal Floriano, serão 4 Km de extensão, mas para sair nas manchetes e nas pomposas notícias do site da prefeitura, se transformarão em 8 km, sim, 4 para ir e 4 para vir, mas isto é só um “detalhe técnico”.

Ciclofaixa -de lazer-, Anel Viário e algumas mentiras

Em nota no site da prefeitura de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), anuncia que, à partir do próximo domingo, dia 23, os curitibanos poderão contar com o Circuito Ciclofaixa. Transcrevendo as palavras do prefeito:  “Por isso fazemos diversas ações para os ciclistas, numa cidade que já tem 120 km de ciclovias. Um exemplo é a inclusão de ciclofaixas ou ciclovias em todas as nossas revitalizações e novas obras viárias” – os grifos foram por nossa conta.

Faltou dizer que ciclovias de parque a parque, não servem ao discurso de quem fala em nome da mobilidade urbana. Faltou dizer onde estão as ciclovias ou ciclofaixas em todas as obras viárias, anunciadas no mesmo site da prefeitura: Começam as obras do Anel Viário, que vão melhorar o trânsito na área central, Anel Viário com 15 Km de calçadas, drenagem e infovia.

A nota oficial destaca ainda que, “um dos principais programas nesta área é o Pedala Curitiba, coordenado pela Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude, que oferece passeios ciclísticos toda terça-feira à noite, com percursos diferentes, que variam de 12 a 20 km”. Pois bem, será que a “família curitibana” sabe como começou o Pedala Curitiba? Vejam aqui, como a prefeitura “criou” este Programa.

Tanta mentira fere de morte a inteligência de quem pedala esta cidade. Assim como morrem nas ruas os ciclistas, fruto do descaso daqueles que governam olhando para as urnas e não para as demandas sociais.

A imprensa já enxerga as bicicletas como meio de transporte em Curitiba, os donos do poder não!

Os meios de comunicação de Curitiba, por intermédio de seus jornalistas e todos os outros operários da informação, estão fazendo um trabalho que merece aqui ser louvado. Muitos dos posts aqui deste blog, assim como de outros, são pautados pelo que sai na imprensa, isto quando não o são simples republicações de notícias e reportagens publicadas nos jornais.

Hoje saiu no caderno Vida e Cidadania da Gazeta do Povo mais uma reportagem abordando o uso das bicicletas como meio de transporte. Assinada pelo Rafael Waltrick e com fotografias da Aniele Nascimento, A “jornada dupla” dos bikers, retrata com a mais idônea e apurada técnica jornalística, a realidade dos que optam pelas bicicletas em Curitiba. Deu voz às “vítimas” (ao menos em potencial) da falta de estrutura cicloviária na cidade e, também, aos “algozes” desta situação.

Do lado dos ciclistas, as mesmas e cansadas queixas de falta de espaço (ciclovia e ciclofaixas) e de respeito por parte dos cidadãos motorizados; já os gestores públicos, como de praxe, naquela alquimia do discurso, transformando ínfimas realizações em obras monumentais. Sem contar que o futuro – por se resumir a “projetos” serve como alicerce retórico – é o tempo verbal predileto de quem não fez, não faz e, provavelmente, não fará.

O jornal Metro e o portal Paraná On Line, com a mesma sensibilidade, também retratam a questão das bicicletas em Curitiba.

 

Ciclofaixa de Lazer em Curitiba se chamará: Circuito Ciclofaixa

A exemplo do que já existe há um bom tempo em São Paulo, Curitiba também terá as ciclofaixas de lazer, faixas para uso exclusivo das bicicletas que serão demarcadas com uma linha vermelha contínua. Aqui em Curitiba, receberá o nome de Circuito Ciclofaixa, como informa o Alexandre Costa Nascimento, jornalista da área de economia da Gazeta do Povo, ciclista e blogueiro de marca maior.

Ciclofaixa de Lazer em São Paulo

São Paulo: ciclofaixa de lazer que já funciona aos domingos em SP, em Curitiba teremos exatamente a mesma coisa, só que aqui se chamará Circuito Ciclofaixa

A inauguração, que já foi adiada noutra oportunidade, está marcada para o dia 23 de outubro, domingo, alias, será este o único dia da semana em que as ciclofaixas funcionarão.

Desde já imagino o rol de polêmicas, em antagônicas opiniões, que a iniciativa da Secretaria de Esporte e Lazer, haverá de desencadear entre os pedalantes mais cicloenvolvidos da cidade. A começar pela secretaria que encabeça a iniciativa – Esporte e Lazer-, muitos dirão, e com razão, que este Circuito Ciclofaixa, escancara a visão da administração municipal em torno das bicicletas, qual seja, o de um meio de lazer e não de transporte.

Outros dirão que Curitiba é mesmo a “Capital Ecológica”, que aqui é “primeiro mundo” e que iniciativas como esta só exclamam a condição vanguardista de Curitiba em relação a outras capitais, que somos “sustentáveis” e blá, blá, blá, blá.

Numa posição de pretenso equilíbrio e racionalidade, acredito que sim, é um bom começo, pois com o Circuito Ciclofaixa, a bicicleta entra na pauta de discussões e debates dos curitibanos, as bicicletas estarão em evidência- no mínimo em exposição-, argumento fácil e fatual é que, muitos podem, do lazer, partir para outros objetivos com as bicis- fazendo delas um meio de transporte, por exemplo. O Circuito também será uma ótima oportunidade de intervenção, onde as pessoas discutirão sobre as relações urbanas, a mobilidade e o papel que as bicicletas podem desempenhar dentro deste contexto.

Circuito Ciclofaixa não é pouco, é pouquíssimo. Mas já é diferente de nada. Não estamos na pior das condições, mas tão-somente saindo delas, e assim vamos caminhando, ou melhor, pedalando.

Atualização (15/10/2011)- Conforme mensagem enviada pelo Alexandre Nascimento – ver comentário abaixo – o nome foi corrigido de Circuito Ciclístico para Circuito Ciclofaixa, em função do que explica o pedalante blogueiro do Ir e Vir de Bike.

Estrutura cicloviária em Curitiba: do discurso à prática

Graças ao mesmo Twitter que censura o Wikileaks, recebi uma mensagem do Vitor (@VMagliocco) que me indicando o link para uma reportagem da RPC.

“Corte de 99% para ciclovias emperra melhoria do sistema. O investimento inicial era de R$ 2 milhões, passou para R$ 26 mil. E até agora nenhum real foi utilizado”.

Simples, curta, consubstanciada por documentos oficiais, cujas fontes estão na internet para qualquer um ver; a reportagem trata a questão do uso da bicicleta com a seriedade de quem reconhece nela um legítimo e indispensável meio de transporte para nossa cidade. O uso das canaletas (vias exclusivas para ônibus) por ciclistas que, conforme narra um entrevistado é menos perigosa que as congestionadas e nervosas ruas de Curitiba. Os mais de 100 km de ciclovias que, interligando parques, não servem em sua maioria ao deslocamento casa-trabalho-escola. E claro a vedete maior em pauta: a aplicação de nenhum centavo de real dos mais de R$ 2,2 milhões orçados para a implantação e revitalização de infraestrutura cicloviária do município. Belo trabalho dos jornalistas José Vianna e Alex Barbosa.

Enquanto na Malásia, em seu discurso na 2ª Conferência de Cidades Sustentáveis de Classe Mundial que ocorreu no dia 19 de outubro, o prefeito Luciano Ducci fala que a “cidade pode se transformar enquanto cresce e ser ainda melhor por meio de políticas públicas que se sustentam“. Depois, mencionando as ciclovias da cidade: “Pioneira no Brasil na implantação de ciclovias, Curitiba tem hoje mais de cem quilômetros de vias destinadas ao uso dos ciclistas, interligando os parques“. Sugiro a leitura da íntegra do discurso, pois é interessante observar que, o que se fala lá fora, pode não ser tão grandiloquente quanto o que a gente vive aqui na cidade.

O interessante é perceber a sinuosidade entre o discurso e a prática. Lá nos idos de 2008 o vereador líder do prefeito Beto Richa na Câmara de Vereadores, demonstrando conhecimento de causa, apresentando dados estatísticos defendia, em nome do então prefeito, a implantação de ciclovias e ciclofaixas. No entanto o “defensor dos ciclistas” é o mesmo que vota pelo corte dos orçamentos para a infraestrutura cicloviária. Vejam aqui como é deveras entusiasmante o discurso do edil.

O curioso é perceber que existe uma grande leva de vereadores que defendem o uso da bicicleta e a construção de ciclovias e um prefeito que discursa bonito em nome da sustentabilidade. Porém, o que acontece em nossa cidade onde as boas intenções daqueles que tem a condição e a competência para decidir e realizar acabam não indo além dos discursos? Como interpretar este comportamento? Por que as promessas não se tornam realizações, por que o Orçamento é previsto e não é executado?

Ciclofaixa na Marechal Floriano, isto é para comemorar ou lamentar ?

Goura, mandando o recado pro mundo !

Manifestação no Congresso Internacional de Cidades Inovadoras 2010

Então está aí. Noticiado pela agência oficial do governo Lerner – e todos seus descendentes políticos. Verba do Banco Mundial, show pirotécnico, mais uma forte peça publicitária que vai contribuir ainda mais pra nossa internacional fama de “Capital Ecológica”. A CICLOFAIXA na Avenida Marechal Floriano, já tem orçamento e verba definida. Parece que agora, finalmente sairá do papel.

O projeto prevê que, “um dia”, ela chegará no Parque Iguaçu. “Um dia” ela se estenderá por toda a Avenida Marechal Floriano (12,6 km). Mas por enquanto, ficaremos engolindo o discurso:

“-Porque nós construímos ciclovias, ciclofaixas, investimos na mobilidade urbana, somos exemplo para o Brasil e para o mundo…”

Vai ter propaganda na TV, vai ter capa na Veja, vai ter visita dos gurus da arquitetura mundial, viajando de primeira classe e se hospedando nos Bourbons da vida, em troca de rasgados elogios à “sofisticação e arrojo” do Projeto. Tudo pago com dinheiro (Público) que poderia servir para construir muito mais do que os risíveis 4 QUILOMETROS DE CICLOFAIXA !

Isto mesmo. Serão 4 km para que os ciclistas da cidade possam pedalar com toda segurança e tranquilidade.

Os otimistas dirão: bom, pelo menos é um começo.

Os pessimistas chamarão de, fraquíssimo, este meu texto.

Eu só sei que, o bondinho da rua XV, faz alusão a um meio de transporte que um dia existiu em nossa cidade. Já esta ciclofaixa, fará a maior propaganda, simulando apoio, a  um meio de transporte que está longe de ser reconhecido  -e  respeitado – como tal em nossa nada ecológica “Capital Ecológica”.