Entregadores usando bicicletas, problema ou solução?

Está cada vez mais comum a presença de entregadores de água mineral entre outros, andando pela cidade, utilizando bicicletas para fazer as entregas, principalmente no centro. Na região em que trabalho, existem várias empresas com dezenas de entregadores. Como todos sabemos, é um meio de transporte eficiente, rápido para se locomover e não polui. Até ai tudo bem, mas um sério problema que vejo é que a maioria desses entregadores não respeitam nenhuma regra de trânsito no que se refere a circulação de bicicletas, e na maioria das vezes circulam pelas calçadas, na contramão e em alta velocidade.

Este estava na contramão, subiu na calçada e passou por mim a toda velocidade

Faz tempo que eu estava pensando em fazer este post, mas daí vinha aquele pensamento, e alguns também podem dizer: “deixa pra lá, eles só estão trabalhando”, mas não é bem assim, não podemos ficar nesse coitadismo típico do Brasil. Continuar lendo

CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA DE CURITIBA

Circula via Facebook e lista da Cicloiguaçu (Entidade Representativa dos Ciclistas de Curitiba) o chamamento abaixo. Recebemo-os do André Feiges, amigo de Bicicletadas e que também é um dos coordenadores da Cicloiguaçu.

PEÇO ENCARECIDAMENTE QUE VENHAM PARTICIPAR DA CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA DE CURITIBA (2011), o evento acontecerá no sábado (manhã e tarde) e domingo (manhã) no Memorial de Curitiba (próximo ao Largo da Ordem) e as inscrições poderão ser feitas no local até 12h (meio-dia) de sábado.

Infelizmente, a visão institucional do poder público municipal ainda não nos contempla como PARTE INTEGRANTE E FUNDAMENTAL DA CULTURA URBANA E CIDADÃ, assim nossa participação na Conferência é essencial.

Além deste fato, some-se que nas últimas Conferências foram inscritos (a mando de entidades governamentais) centenas de servidores e comissionados para votarem em massa, confirmando as propostas institucionais e se opondo às propostas populares. Mais uma vez, irmos em peso, ao final de uma bicicletada será uma grandiosa resposta de que nós também temos centenas de apoiadores e nossas relações são de mútua compreensão e de integração.

Ainda, neste ano, a conferência passa por um profundo problema: A mudança dos eixos de debates a serem realizados…

Em 2009, na II Conferência Municipal de Cultura, os Eixos Temáticos era propícios ao debate político-cultural inclusivo, crítico, digno do exercício da cidadania participativa e democrática, sendo eles os cinco abaixo:

1) Produção Simbólica e Diversidade Cultural
2) Cultura, Cidade e Cidadania
3) Cultura e Desenvolvimento Sustentável
4) Cultura e Economia Criativa
5) Gestão e Institucionalidade da Cultura

Este tipo de abordagem metodológica permite debates transversais entre as diversas vertentes e também segmentos culturais.

Em 2011, infelizmente, não foi seguido o caminho realizado em 2009, e de forma arbitrária, a comissão organizadora da Conferência propôs novos Eixos Temáticos, que esvaziam o debate e segregam as expressões culturais. São os eixos propostos:

1) Patrimônio natural e cultural;
2) Espetáculos e Celebrações;
3) Artes Visuais e Artesanato;
4) Livros, Periódicos e outros suportes documentais;
5) Audiovisual e Mídias interativas;
6) Design e Serviços Criativos.

Mesmo que a intenção fosse debater os setores/segmentos culturais em isolado, vemos a completa falta de perspectiva para discussão sobre a música, canto, folclore e expressões populares. Entendemos que esta visão somente encontra justificativa numa visão estritamente mercadológica de cultura, transformado-a num mero produto de mercado e assim tirando-lhe todo o caráter humano.

Embora não seja a intenção da Comissão Organizadora, nós, cidadãos, artistas, produtores e gestores, organizados em Conferência Livre e Autônoma, recursos para evidenciar e obrigar que o Regimento Interno da Conferência (onde estão determinadas as formas de participação e os eixos temáticos) seja apresentado, debatido e votado ponto-a-ponto na Plenária Inicial.

Se, juntos, unidos, presentes, VOTARMOS HOMOGENEAMENTE para a mudança dos eixos temáticos de forma a contemplar os pontos já discutidos na Conferência de 2009, poderemos incluir o debate sobre a Cultura Ciclística ao menos dois eixos, como:
a) Cultura, Cidade e Cidadania
b) Cultura e Desenvolvimento Sustentável

Reforço o pedido, VENHAM TODOS, façam do Memorial de Curitiba o ponto-final da Bicicletada Especial de Dezembro e contribuam para a inserção da bicicleta na cultura local.

De toda a forma, vindo ou não, COMPARTILHE este post, para esclarecer e convidar seus amigos! JUNTOS PODEMOS MAIS! =)

Dia 27 de novembro de 2011 Curitiba terá a segunda chance de peladar na Ciclofaixa de lazer

Inaugurado no dia 23 de outubro de 2011, sob protesto dos ciclistas que pedalam todos os dias por Curitiba, o Circuito Ciclofaixa de Lazer funcionará pela segunda vez no domingo, dia 27 de novembro de 2011. Na Bicicletada de outubro, colhemos alguns depoimentos dos pedalantes da cidade o que deu origem ao vídeo abaixo:

A prefeitura já se comprometeu com a Associação dos Ciclistas do Alto Iguaçu (entidade representativa dos ciclistas de Curitiba e região) a promover o Circuito Ciclofaixa de Lazer todos os domingos à partir de janeiro de 2012.
Discutir o lado da via em que a Ciclofaixa foi implantada ou a periodicidade são discussões tangentes diante da que considero a principal: a promoção do lazer enquanto o que Curitiba precisa é de bicicleta como meio de transporte. Vale destacar que, na oportunidade do anúncio do Circuito Ciclofaixa de Lazer, tanto o prefeito Luciano Ducci – pré-candidato em pré-campanha eleitoral- quanto todos os técnicos que se manifestaram publicamente, sempre associavam ao discurso da Ciclofaixa de Lazer a expressão “mobilidade urbana”. Numa leitura menos comprometida poderíamos até comprar fácil tal associação, mas o que lazer tem à ver com mobiliade urbana? “Educar os motoristas, em doses homeopáticas, para o convívio com as bicicletas”, promovendo passeios aos domingos, dia em que as ruas estão praticamente vazias? Oras, aí sim que os motoristas vão ter certeza que bicicleta é só para lazer mesmo, que não é meio de transporte, afinal, até a prefeitura faz obra priorizando este conceito. Falam ainda que Curitiba tem uma das maiores malhas de ciclovias do país, “que interligam toda a cidade”. Mas calçada coberta com antipó e compartilhada com pedestres, não entra na categoria de ciclovia, coisa que em seus discursos, os gestores municipais teimam em “esquecer”. Alguns exemplos práticos: passeio compartilhado da rua Antônio Scorsin, ou então na Affonso Camargo. Uma visão mais completa, mas que ainda não mostra todos os problemas, pode ser vista neste levantamento cooperativo realizado por ciclistas de Curitiba.

Agora, a mais nova sacada para vitaminar as estatísticas oficiais, pode-se observar com a ciclofaixa que de há muito está para ser inaugurada na avenida Marechal Floriano, serão 4 Km de extensão, mas para sair nas manchetes e nas pomposas notícias do site da prefeitura, se transformarão em 8 km, sim, 4 para ir e 4 para vir, mas isto é só um “detalhe técnico”.

Fotos da Bicicletada Curitiba de outubro de 2011: Ciclista é sangue bom!

Amanhã, dia 30 de outubro de 2011, faz uma semana que a prefeitura de Curitiba – que tem por chefe do executivo o Sr. Luciano Ducci-, inaugurou, sem festa, sem discurso e sem a presença das autoridades, o Circuito Ciclofaixa de Lazer. Por toda cidade haviam cartazes, nos caros painéis da Clear Channel, que chamavam para a inauguração.

Na Bicicletada Curitiba de hoje, novamente todos os participantes repercutiam a polêmica “obra”. Sem tanta ênfase à questão do lado em que foi pintada, o motivo maior dos protestos continua sendo o conceito e valor pedagógico desta iniciativa. Os ciclistas insistem que: ciclofaixa é necessária todos os dias e, associada a esta ideia vem o questionamento conceitual, uma vez que no entedimento dos bicicleteiros de Curitiba, bicicleta não é lazer e sim transporte.

Como concordam a maioria dos que pedalam, a iniciativa é boa, o problema é a forma como ela foi conduzida – não com as mesmas palavras, mas foi exatamente isto o que disse o coordenador da Cicloiguaçu, Jorge Brand. Para quem não sabe, a Cicloiguaçu é a entidade representativa dos ciclistas de Curitiba, dotada de estatuto e constituida juridicamente, ela é responsável por representar os ciclistas e encaminhar suas demandas junto ao poder público.

Problemas de mobilidade urbana, mais especificamente com relação a estrutura cicloviária, não são exclusivos de Curitiba. Os ciclistas de São Paulo, embora num estágio um pouco mais avançado, também enfrentam a mesma problemática. No detalhado post do Daniel Santini podemos acompanhar a luta de nossos colegas paulistanos.

Aqui seguimos pedalando ainda com rodinhas, todavia, não podemos deixar de reconhecer que um grande – e talvez único – mérito existe no Circuito Ciclofaixa de Lazer: ele colocou de maneira definitiva a bicicleta na pauta das discussões. Já não somos mais tão invisíveis aos olhos da sociedade e da administração municipal, muito embora nos construam circuito para lazer e, os motoristas daqui continuem nos mandando pedalar no parque.

Nomir Mokdse, ciclista de todos os dias e doador de sangue

Parabéns aos ciclistas que, atendendo ao chamado da Bicicletada Curitiba, fizeram doação de sangue. Atitude solidária e humana, própria de uma Massa Crítica.

Abaixo as fotos que podem ser usadas à vontade, só por favor, apontem um link para cá, mostrando a origem das fotos. Se quiser alguma foto em alta resolução é só pedir deixando no comentário o número da foto.[nggallery id=24]

Bicicletada de setembro de 2011 em Curitiba

Se dois ou mais já fazem uma Bicicletada, 14 fazem um estardalhaço! Dá para, literalmente, conversar com todo mundo que apareceu para bicicletear. Subindo a Comendador Araújo, o congestionamento, em pleno sábado pela manhã, era de tirar a paciência até do mais zen dos ciclistas. Mas sem problemas, quem tá de bicicleta fica sucê. A filinha indiana em meio aos carros parados é a liberdade sobre pedais.

Depois fomos ter com o prefeito Luciano Ducci. Uma visita surpresa, com direito a serenata comandada pelo Plá e tudo. O Luciano Ducci é um excelente prefeito. Sempre preocupado com a Mobilidade Urbana em nossa cidade. E quando o assunto é bicicleta então, ele não mede esforços para atender as demandas deste modal em nossa cidade, sempre atencioso, não perde uma oportunidade de conversar e ouvir o que os ciclistas reivindicam. Até aceitou conversar com os coordenadores da Cicloiguaçu, isso é mesmo louvável! Não pode passar em branco o fato de que, a prefeitura sob seu comando, está implantando inimagináveis mais que 20 km de ciclovias em Curitiba, nem o mais otimista dos ciclistas poderia sonhar com tamanha estrutura cicloviária. Mas nossa visita gorou. Demos com os burros n’água, ou melhor, as bikes. O prefeito não estava. Deve estar trabalhando muito, inclusive no sábado, afinal, ano que vem tem eleição né!?! Mesmo porque o Gustavo Fruet vem por aí, carregando um considerável cacife eleitoral e a ampla simpatia da Família Curitibana.

Frustrada a amistosa conversa, seguimos para a Boca Maldita, de lá a diáspora, cada um para o seu lado e à tarde tem reunião da Cicloiguaçu, lá na Bicicletaria Cultural, antes um almoço vegetariano que começou às 13 horas.

AVISO AOS PEDALANTES: sábado que vem tem over-drink, os amigos da Bicicletada de Sampa lotaram dois ônibus e estarão a caminho de Curitiba para realizarmos a 4ª Bicicletada SAMPA-CURITIBA. Vamos engrossar o caldo e fazer uma big Bicicletada. Dia 1º de outubro, 10horas, no pátio da reitoria da UFPR.[nggallery id=21]

Marcha das 1000 Bicicletas de Curitiba 2011

Falar em 1000 bicicletas é eufemismo. Havia muito mais que isso. Pouco depois das 17h começaram a chegar os primeiros ciclistas na Praça Santos Andrade.  Em pouco tempo a praça estava completamente ocupada e as bicicletas começaram a tomar conta também das ruas paralelas ao prédio histórico da UFPR.

O clima, maravilhoso, depois de um dia quente – 20o é o que basta para um curitibano dizer que “está morrendo de calor”-, a noite veio com todo vigor primaveril, propícia para uma boa pedalada. Era quase 19 horas quando a Marcha partiu da praça, uma verdadeira comunhão de não-poluentes, libertos da carro-dependência  e queimadores – de calorias!

Palavras de ordem, como nas Bicicletadas – que inclusive acontece neste sábado, dia 24, às 10 horas, saindo do pátio da reitoria da UFPR -, apitos, bicicletas de todos os naipes e todas as tribos: fixas, cross, barra-fortes, bicho-grilo, speed, cicloturista, cecizinha e todas as que não citamos aqui também.

Mais do que se reunir em torno de uma data simbólica e comemorativa, resta agora aos mais de 1000 multiplicadores do uso do meio de transporte mais sustentável do planeta (segundo a ONU), unir forças e contribuir para o fortalecimento da entidade representativa de todos os ciclistas de nossa cidade, a Cicloiguaçu. Abaixo algumas fotos da Marcha, caso alguém saiba de outras, por favor, indique-nos que publicamos aqui o link.

ATUALIZAÇÃO (24 set, 16h30min): neste link, estão todas as fotos em alta resolução. São zilhões de pixels para serem usados à vontade, só por favor, coloquem os créditos em forma de link para : bicicleteiros.com.br . Caso alguém queira alguma foto e não esteja disposto a baixar os 270 Mbytes do arquivo compactado, pode solicitar aqui nos comentários. [nggallery id=20]