Bicicleta não pode ser um meio de morte.

Exite um post no blog no Keyce Jhones sobre um comentário sobre meios de transportes e suas devidas responsabilidades que é feito pelo Jornalista Alexandre Garcia, sem sombra de dúvida é a maior afirmação dos direitos que os ciclistas tem de trafegar em qualquer parte deste país continental, sem falar que nosso Arauto menciona inclusive onde buscar, onde de fato esta reproduzido na integra para que possa ser divulgado, estampado, publicado, e todos os “ados” que possam espalham essa lei. Continuar lendo

Aviso aos pedalantes

Na sociedade em que vivemos, existem certas regras que devem ser respeitadas, as de trânsito eu prefiro dizer que são as mais saudáveis de se respeitar, independente de qual forma nós nos deslocamos, as regras são para todos, a pé, bicicleta, carro, caminhão não importa, todos devem ter noção de que qualquer transgressão da conduta pode gerar graves danos, sejam físicos e materiais, a nós ou outrem.

Por isso, em especial ao ciclistas como nós, devemos ter noção do espaço que nos cabe dentro do circuíto de transito de uma cidade, nossa crescente massa vai bem obrigado, mas devemos demonstrar por atitudes que as regras de transito se aplica a nós também, por isso andar na mão correta, dar preferência, aviso de mudança de faixa (essa é uma das mais importantes), e as demais regras de transito são vitais para uma boa convivência em ciclistas e demais usuários do sistema de transito de uma cidade.

O uso de equipamentos de segurança como capacete, cotoveleira e etc, ainda não são obrigatório para ciclistas mas pode ajudar e muito em nossa proteção, e aos pedalantes noturnos também é muito importante ser visto e o uso de mecanismos de fotoluminescência nos favorece e aos motoristas também, não por acaso os faróis dos automóveis são itens obrigatórios dentre manutenção e inspeção.

Vamos ser exemplo e cobrar das autoridade a parte que lhes cabem, ciclovias, educação e rigor no controle dos infratores, pois a cada dia mais e mais ciclistas estão aderindo ao novo meio de vida e mobilidade, e quanto antes melhorarmos os meios melhor ainda será o futuro de nossas cidades.

Vamos em frente!

 

Dia 27 de novembro de 2011 Curitiba terá a segunda chance de peladar na Ciclofaixa de lazer

Inaugurado no dia 23 de outubro de 2011, sob protesto dos ciclistas que pedalam todos os dias por Curitiba, o Circuito Ciclofaixa de Lazer funcionará pela segunda vez no domingo, dia 27 de novembro de 2011. Na Bicicletada de outubro, colhemos alguns depoimentos dos pedalantes da cidade o que deu origem ao vídeo abaixo:

A prefeitura já se comprometeu com a Associação dos Ciclistas do Alto Iguaçu (entidade representativa dos ciclistas de Curitiba e região) a promover o Circuito Ciclofaixa de Lazer todos os domingos à partir de janeiro de 2012.
Discutir o lado da via em que a Ciclofaixa foi implantada ou a periodicidade são discussões tangentes diante da que considero a principal: a promoção do lazer enquanto o que Curitiba precisa é de bicicleta como meio de transporte. Vale destacar que, na oportunidade do anúncio do Circuito Ciclofaixa de Lazer, tanto o prefeito Luciano Ducci – pré-candidato em pré-campanha eleitoral- quanto todos os técnicos que se manifestaram publicamente, sempre associavam ao discurso da Ciclofaixa de Lazer a expressão “mobilidade urbana”. Numa leitura menos comprometida poderíamos até comprar fácil tal associação, mas o que lazer tem à ver com mobiliade urbana? “Educar os motoristas, em doses homeopáticas, para o convívio com as bicicletas”, promovendo passeios aos domingos, dia em que as ruas estão praticamente vazias? Oras, aí sim que os motoristas vão ter certeza que bicicleta é só para lazer mesmo, que não é meio de transporte, afinal, até a prefeitura faz obra priorizando este conceito. Falam ainda que Curitiba tem uma das maiores malhas de ciclovias do país, “que interligam toda a cidade”. Mas calçada coberta com antipó e compartilhada com pedestres, não entra na categoria de ciclovia, coisa que em seus discursos, os gestores municipais teimam em “esquecer”. Alguns exemplos práticos: passeio compartilhado da rua Antônio Scorsin, ou então na Affonso Camargo. Uma visão mais completa, mas que ainda não mostra todos os problemas, pode ser vista neste levantamento cooperativo realizado por ciclistas de Curitiba.

Agora, a mais nova sacada para vitaminar as estatísticas oficiais, pode-se observar com a ciclofaixa que de há muito está para ser inaugurada na avenida Marechal Floriano, serão 4 Km de extensão, mas para sair nas manchetes e nas pomposas notícias do site da prefeitura, se transformarão em 8 km, sim, 4 para ir e 4 para vir, mas isto é só um “detalhe técnico”.

Ciclofaixa -de lazer-, Anel Viário e algumas mentiras

Em nota no site da prefeitura de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), anuncia que, à partir do próximo domingo, dia 23, os curitibanos poderão contar com o Circuito Ciclofaixa. Transcrevendo as palavras do prefeito:  “Por isso fazemos diversas ações para os ciclistas, numa cidade que já tem 120 km de ciclovias. Um exemplo é a inclusão de ciclofaixas ou ciclovias em todas as nossas revitalizações e novas obras viárias” – os grifos foram por nossa conta.

Faltou dizer que ciclovias de parque a parque, não servem ao discurso de quem fala em nome da mobilidade urbana. Faltou dizer onde estão as ciclovias ou ciclofaixas em todas as obras viárias, anunciadas no mesmo site da prefeitura: Começam as obras do Anel Viário, que vão melhorar o trânsito na área central, Anel Viário com 15 Km de calçadas, drenagem e infovia.

A nota oficial destaca ainda que, “um dos principais programas nesta área é o Pedala Curitiba, coordenado pela Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude, que oferece passeios ciclísticos toda terça-feira à noite, com percursos diferentes, que variam de 12 a 20 km”. Pois bem, será que a “família curitibana” sabe como começou o Pedala Curitiba? Vejam aqui, como a prefeitura “criou” este Programa.

Tanta mentira fere de morte a inteligência de quem pedala esta cidade. Assim como morrem nas ruas os ciclistas, fruto do descaso daqueles que governam olhando para as urnas e não para as demandas sociais.

A imprensa já enxerga as bicicletas como meio de transporte em Curitiba, os donos do poder não!

Os meios de comunicação de Curitiba, por intermédio de seus jornalistas e todos os outros operários da informação, estão fazendo um trabalho que merece aqui ser louvado. Muitos dos posts aqui deste blog, assim como de outros, são pautados pelo que sai na imprensa, isto quando não o são simples republicações de notícias e reportagens publicadas nos jornais.

Hoje saiu no caderno Vida e Cidadania da Gazeta do Povo mais uma reportagem abordando o uso das bicicletas como meio de transporte. Assinada pelo Rafael Waltrick e com fotografias da Aniele Nascimento, A “jornada dupla” dos bikers, retrata com a mais idônea e apurada técnica jornalística, a realidade dos que optam pelas bicicletas em Curitiba. Deu voz às “vítimas” (ao menos em potencial) da falta de estrutura cicloviária na cidade e, também, aos “algozes” desta situação.

Do lado dos ciclistas, as mesmas e cansadas queixas de falta de espaço (ciclovia e ciclofaixas) e de respeito por parte dos cidadãos motorizados; já os gestores públicos, como de praxe, naquela alquimia do discurso, transformando ínfimas realizações em obras monumentais. Sem contar que o futuro – por se resumir a “projetos” serve como alicerce retórico – é o tempo verbal predileto de quem não fez, não faz e, provavelmente, não fará.

O jornal Metro e o portal Paraná On Line, com a mesma sensibilidade, também retratam a questão das bicicletas em Curitiba.

 

Estrutura cicloviária em Curitiba: do discurso à prática

Graças ao mesmo Twitter que censura o Wikileaks, recebi uma mensagem do Vitor (@VMagliocco) que me indicando o link para uma reportagem da RPC.

“Corte de 99% para ciclovias emperra melhoria do sistema. O investimento inicial era de R$ 2 milhões, passou para R$ 26 mil. E até agora nenhum real foi utilizado”.

Simples, curta, consubstanciada por documentos oficiais, cujas fontes estão na internet para qualquer um ver; a reportagem trata a questão do uso da bicicleta com a seriedade de quem reconhece nela um legítimo e indispensável meio de transporte para nossa cidade. O uso das canaletas (vias exclusivas para ônibus) por ciclistas que, conforme narra um entrevistado é menos perigosa que as congestionadas e nervosas ruas de Curitiba. Os mais de 100 km de ciclovias que, interligando parques, não servem em sua maioria ao deslocamento casa-trabalho-escola. E claro a vedete maior em pauta: a aplicação de nenhum centavo de real dos mais de R$ 2,2 milhões orçados para a implantação e revitalização de infraestrutura cicloviária do município. Belo trabalho dos jornalistas José Vianna e Alex Barbosa.

Enquanto na Malásia, em seu discurso na 2ª Conferência de Cidades Sustentáveis de Classe Mundial que ocorreu no dia 19 de outubro, o prefeito Luciano Ducci fala que a “cidade pode se transformar enquanto cresce e ser ainda melhor por meio de políticas públicas que se sustentam“. Depois, mencionando as ciclovias da cidade: “Pioneira no Brasil na implantação de ciclovias, Curitiba tem hoje mais de cem quilômetros de vias destinadas ao uso dos ciclistas, interligando os parques“. Sugiro a leitura da íntegra do discurso, pois é interessante observar que, o que se fala lá fora, pode não ser tão grandiloquente quanto o que a gente vive aqui na cidade.

O interessante é perceber a sinuosidade entre o discurso e a prática. Lá nos idos de 2008 o vereador líder do prefeito Beto Richa na Câmara de Vereadores, demonstrando conhecimento de causa, apresentando dados estatísticos defendia, em nome do então prefeito, a implantação de ciclovias e ciclofaixas. No entanto o “defensor dos ciclistas” é o mesmo que vota pelo corte dos orçamentos para a infraestrutura cicloviária. Vejam aqui como é deveras entusiasmante o discurso do edil.

O curioso é perceber que existe uma grande leva de vereadores que defendem o uso da bicicleta e a construção de ciclovias e um prefeito que discursa bonito em nome da sustentabilidade. Porém, o que acontece em nossa cidade onde as boas intenções daqueles que tem a condição e a competência para decidir e realizar acabam não indo além dos discursos? Como interpretar este comportamento? Por que as promessas não se tornam realizações, por que o Orçamento é previsto e não é executado?