Bicicletada Curitiba de março de 2012

Abaixo as fotografias da Bicicletada Curitiba de março de 2012. Na ocasião da inauguração da estátua em homenagem à Lala Schneider, os ciclistas aproveitaram a oportunidade para entregar ao prefeito Luciano Ducci, o troféu “Prefeito Muy Amigo da Bicicleta“.As fotos podem ser usadas livremente, só por gentileza, ao republicarem na Internet, apontem um link para bicicleteiros.com.br, como forma de respeito aos créditos das mesmas. Quem quiser qualquer uma delas em alta resolução é só pedir via comentários que teremos o maior prazer em eviá-las gratuitamente.

Outro excelente álbum de fotografias da Bicicletada foi publicado pelo Danilo no: cicloativismo.com , vale a pena ir lá conferir![nggallery id=28]

 

Fotografias da Bicicletada Curitiba de janeiro de 2012

Ciclofaixa da Marechal Floriano: só em fila indiana e ainda assim levando "educativas" finas de carros, caminhões e ligeirinhos

Seja para protestar contra uma Meia ciclofaixa de apenas 75 centímetros, ou para lembrar a morte do ciclista Edimar Nascimento, a Bicicletada – muito mais que um passeio – é um acontecimento político.

Na Bicicletada deste sábado (28/01), muito se discutiu sobre os prós e os contras da dita Meia ciclofaixa da Marechal Floriano em Curitiba. Muitos consideram um avanço, pois antes, nem isto tínhamos. Outros lembram que o projeto apresentava os 1,5 metros de largura, então não podemos nos contentar com nada menos do que isto.

Questões técnicas e pontuais à parte, tenho cá uma análise, pretenciosamente, menos rasa sobre o assunto. Enquanto ficarmos questionando centímetros e desperdiçando nosso verbo e esforços pela correção de minúsculas obras em prol da ciclomobilidade, perdemos de foco o que entendo por principal: a mudança do conceito. Uma transformação cultural é o que precisamos. Quando os técnicos do Ippuc ou da Urbs dizem que “não dá” para aumentar mais que “x” centímetros a largura da estreitíssima ciclofaixa, o que é que eles estão dizendo? Estão simplesmente lembrando que até farão o possível para melhorar as condições dos ciclistas, desde que para isto, não se retire – um centímetro sequer – do espaço consagrado ao fluxo prioritário dos automóveis. Enquanto o espaço público de circulação for entendido como sendo dos carros, uma ou outra conquista cicloviária poderá haver, mas nunca a realmente necessária e suficiente.

Em Curitiba 2 exemplos exclamam tal situação. Este da meia ciclofaixa na Marechal Floriano, onde quem ousar propor a extinção de uma faixa de circulação para carros, seria queimado na fogueira da carrólatra Inquisição, ou então, por diagnóstico de insanidade absoluta, seria enviado compulsoriamente para um “reformatório” junto com a galera do crack. Outro caso é o Anel Viário. Se de fato o sistema de transporte coletivo fosse uma prioridade para a administração de Luciano Ducci e Cia, esta obra já teria sido elaborada, desde o projeto, prevendo implantação de vias exclusivas para os ônibus, mas como isto implicaria em sacrificar vias dos poluidores particulares, mais uma vez desperdiçou-se a oportunidade de melhorar – de fato, e não só na propaganda oficial – a qualidade do transporte coletivo de Curitiba. Então, Curitiba é ou não é a capital dos carros? O último senso do IBGE (2010) já afirmava ser Curitiba a capital com maior número de carros por habitantes e, com todos os esforços de nosso prefeito, tão cedo a gente não passa para frente este troféu.

O espaço público é de todos, mobilidade é uma necessidade, por que não prestigiar modais que melhoram a circulação e a qualidade do ar? Por que não investir numa mudança cultural?

Abaixo alguns registros fotográficos da Bicicletada de janeiro em Curitiba.[like url=http://goo.gl/fTDzx xfbml=true action=like layout=standard][nggallery id=27]

Ciclista é atropelado e morre em Curitiba

No bairro do Pinheirinho em Curitiba, o ciclista Edmar Nascimento, foi atropelado e morto por um biarticulado. Foto: Bruno Henrique

Foi na última sexta-feira (20/01/2012), atropelado por um biarticulado, Edmar Nascimento, morreu no local, antes mesmo de chegar o Siate.

O que dizer? Todas as notícias, por mais pobre de informação que seja o texto, não deixa de incriminar o “imprudente” ciclista que estava usando a canaleta de ônibus. Nenhum dos noticiários lembra de mencionar que em Curitiba – capital ecológica(?)- os ciclistas não têm ciclofaixas, ciclovias e o mais importante, respeito.
É importante que o mundo saiba, é MENTIROSA a falácia oficial que diz existir mais de 100 quilómetros de ciclovias em Curitiba. Calçadas cobertas com antipó e compartilhadas entre ciclistas e pedestres, não pode ser chamada de ciclovia. A rua Emanuel Voluz no bairro Pinheirinho, onde o ciclista foi atropelado, é tomada de mautoristas que, sem nenhum tipo de controle, só dirigem a menos de 60 km/h quando estão engarrafados.

Triste é perceber que o interesse dos noticiosos é tão somente relatar o ocorrido e encontrar o culpado – que em situações como esta, os juízes dos jornais, já sentenciaram ser a própria vítima.  Lembrar que a raiz do problema está na desumana distribuição das vias públicas, complicaria demais a matéria de quem só se interessa em dizer o que, onde, quem, quando, por que e como.

A prefeitura não pode ser culpada, afinal, já espalhou por todas as canaletas de Curitiba, placas proibindo a circulação de bicicletas. Já tá mais do que bom, não é mesmo? E assim, entre promessas de Plano Cicloviário, meia-ciclofaixas de imensos 75cm por 2 km, e reuniões com representantes dos ciclistas, aos pouquinhos, uns aqui, outros ali mais adiante, vão sendo atropelados e mortos os ciclistas de Curitiba, até que um dia acabe esta raça que tanto atrapalha o trânsito e apurrinha nosso carrólatra prefeito Luciano Ducci.

Meia Ciclofaixa da Marechal Floriano gera protesto dos ciclistas

Marechal Floriano Peixoto: 2 faixas para carros em alta velocidade, 0,75 metros para meio Ciclofaixa

Agora pouco, cerca de 20 ciclistas realizaram um protesto relâmpago na “Meiafaixa” da Marechal Floriano em Curitiba. Aquilo que era para ser uma ciclofaixa com 1,5 metros, acabou sendo construída com apenas 75 cm.

Ricardo Mesquita, arquiteto e profundo conhecedor sobre acessibilidade

Chamado às 14h no site da Bicicletada, o evento foi realizado às 17h30min, muito “em cima da hora” como comentou o Lynconl, no  post que convocava os ciclistas. Embora tenha sido pequena, esta primeira manifestação serviu como ponto de partida para algo maior, conforme afirmou o estudante de teologia André Belletti, “Vamos voltar aqui e trazer bem mais gente, pois é um absurdo a falta de respeito com estamos sendo tratados pelo prefeito Luciano Ducci. Eles gastam dinheiro público numa obra mal feita e depois ficam se isentando da responsabilidade, pois  a Urbs diz que a culpa pelo erro é do Ippuc e vice-versa”. Morador do Hauer e usuário da bicicleta em quase todos os seus deslocamentos pela cidade, Belletti acrescenta que: “qualquer ciclista que tenha uma percepção da realidade de se pedalar naquela ciclofaixa pode apontar os erros da ciclofaixa”.

Plá, o cantor das bicicletas, sempre presente e mandando seu recado

Ricardo Mesquista, arquiteto e especialista em acessibilidade foi quem convocou a imprensa e deu o tom do protesto. Repleto de argumentos técnicos e demonstrando plenos conhecimentos de causa, enumerou vários erros presentes na execução da obra. O engenheiro André Caon, diretor da Sociedade Peatonal, que participou do protesto e trouxe à discussão a experiência de quem conhece de obras e, também, de quem usa a bicicleta como seu principal meio de transporte.

Os ciclistas se mostraram indignados com o orçamento da obra e com o resultado final dela e, já existe a promessa da prefeitura de que a ciclofaixa será alargada, porém, aquém da medida mínima de 1,5 metros, conforme noticiado no blog IrEVirDeBike. Todos foram unânimes em considerar a ideia de que a próxima Bicicletada de Curitiba (28 de janeiro de 2012), venha a carga novamente para fazer uma grande manifestação sobre a “meiafaixa” da Marechal Floriano.

Leia Mais:

 

Dia 27 de novembro de 2011 Curitiba terá a segunda chance de peladar na Ciclofaixa de lazer

Inaugurado no dia 23 de outubro de 2011, sob protesto dos ciclistas que pedalam todos os dias por Curitiba, o Circuito Ciclofaixa de Lazer funcionará pela segunda vez no domingo, dia 27 de novembro de 2011. Na Bicicletada de outubro, colhemos alguns depoimentos dos pedalantes da cidade o que deu origem ao vídeo abaixo:

A prefeitura já se comprometeu com a Associação dos Ciclistas do Alto Iguaçu (entidade representativa dos ciclistas de Curitiba e região) a promover o Circuito Ciclofaixa de Lazer todos os domingos à partir de janeiro de 2012.
Discutir o lado da via em que a Ciclofaixa foi implantada ou a periodicidade são discussões tangentes diante da que considero a principal: a promoção do lazer enquanto o que Curitiba precisa é de bicicleta como meio de transporte. Vale destacar que, na oportunidade do anúncio do Circuito Ciclofaixa de Lazer, tanto o prefeito Luciano Ducci – pré-candidato em pré-campanha eleitoral- quanto todos os técnicos que se manifestaram publicamente, sempre associavam ao discurso da Ciclofaixa de Lazer a expressão “mobilidade urbana”. Numa leitura menos comprometida poderíamos até comprar fácil tal associação, mas o que lazer tem à ver com mobiliade urbana? “Educar os motoristas, em doses homeopáticas, para o convívio com as bicicletas”, promovendo passeios aos domingos, dia em que as ruas estão praticamente vazias? Oras, aí sim que os motoristas vão ter certeza que bicicleta é só para lazer mesmo, que não é meio de transporte, afinal, até a prefeitura faz obra priorizando este conceito. Falam ainda que Curitiba tem uma das maiores malhas de ciclovias do país, “que interligam toda a cidade”. Mas calçada coberta com antipó e compartilhada com pedestres, não entra na categoria de ciclovia, coisa que em seus discursos, os gestores municipais teimam em “esquecer”. Alguns exemplos práticos: passeio compartilhado da rua Antônio Scorsin, ou então na Affonso Camargo. Uma visão mais completa, mas que ainda não mostra todos os problemas, pode ser vista neste levantamento cooperativo realizado por ciclistas de Curitiba.

Agora, a mais nova sacada para vitaminar as estatísticas oficiais, pode-se observar com a ciclofaixa que de há muito está para ser inaugurada na avenida Marechal Floriano, serão 4 Km de extensão, mas para sair nas manchetes e nas pomposas notícias do site da prefeitura, se transformarão em 8 km, sim, 4 para ir e 4 para vir, mas isto é só um “detalhe técnico”.

Fotos da Bicicletada Curitiba de outubro de 2011: Ciclista é sangue bom!

Amanhã, dia 30 de outubro de 2011, faz uma semana que a prefeitura de Curitiba – que tem por chefe do executivo o Sr. Luciano Ducci-, inaugurou, sem festa, sem discurso e sem a presença das autoridades, o Circuito Ciclofaixa de Lazer. Por toda cidade haviam cartazes, nos caros painéis da Clear Channel, que chamavam para a inauguração.

Na Bicicletada Curitiba de hoje, novamente todos os participantes repercutiam a polêmica “obra”. Sem tanta ênfase à questão do lado em que foi pintada, o motivo maior dos protestos continua sendo o conceito e valor pedagógico desta iniciativa. Os ciclistas insistem que: ciclofaixa é necessária todos os dias e, associada a esta ideia vem o questionamento conceitual, uma vez que no entedimento dos bicicleteiros de Curitiba, bicicleta não é lazer e sim transporte.

Como concordam a maioria dos que pedalam, a iniciativa é boa, o problema é a forma como ela foi conduzida – não com as mesmas palavras, mas foi exatamente isto o que disse o coordenador da Cicloiguaçu, Jorge Brand. Para quem não sabe, a Cicloiguaçu é a entidade representativa dos ciclistas de Curitiba, dotada de estatuto e constituida juridicamente, ela é responsável por representar os ciclistas e encaminhar suas demandas junto ao poder público.

Problemas de mobilidade urbana, mais especificamente com relação a estrutura cicloviária, não são exclusivos de Curitiba. Os ciclistas de São Paulo, embora num estágio um pouco mais avançado, também enfrentam a mesma problemática. No detalhado post do Daniel Santini podemos acompanhar a luta de nossos colegas paulistanos.

Aqui seguimos pedalando ainda com rodinhas, todavia, não podemos deixar de reconhecer que um grande – e talvez único – mérito existe no Circuito Ciclofaixa de Lazer: ele colocou de maneira definitiva a bicicleta na pauta das discussões. Já não somos mais tão invisíveis aos olhos da sociedade e da administração municipal, muito embora nos construam circuito para lazer e, os motoristas daqui continuem nos mandando pedalar no parque.

Nomir Mokdse, ciclista de todos os dias e doador de sangue

Parabéns aos ciclistas que, atendendo ao chamado da Bicicletada Curitiba, fizeram doação de sangue. Atitude solidária e humana, própria de uma Massa Crítica.

Abaixo as fotos que podem ser usadas à vontade, só por favor, apontem um link para cá, mostrando a origem das fotos. Se quiser alguma foto em alta resolução é só pedir deixando no comentário o número da foto.[nggallery id=24]

“Curitiba de Ducci é a capital dos carros”

Ciclista com cartaz de protesto ante a inauguração da Ciclofaixa de Lazer em Curitiba

Acompanhando todas as notícias do clipping da Bicicletada e olhando mais detalhadamente as fotos da inauguração da Ciclofaixa de Lazer de Curitiba no blog que eu ajudei a construir, muitas considerações me vieram à mente, mas uma em especial, pelo paradoxo que representa, merece ser aqui compartilhada.

Na opinião de um curitibano em exílio temporário – coisas da profissão-, e que desde muito cedo se interessou por acompanhar os acontecimentos políticos em nossa cidade, a questão da mobilidade urbana está hoje no olho do furacão, dentre os problemas centrais da administração pública nas médias e grandes cidades do país.

Manifestação alegre, organizada, pacífica e muito bem humorada, arma inconteste da sociedade em meio a tantas aberrações na administração pública em nossa país

Curitiba de (Luciano) Ducci é a capital dos carros, assim destacava um dos muitos cartazes que vi nas fotos do protesto que os ciclistas fizeram. Acontece que estes mesmos bicicleteiros, que compõe uma massa crítica e organizada, sabem muito bem que Curitiba também é a capital com o maior número de carros por habitante do Brasil (IBGE2010). Neste contexto, Luciano Ducci – ou qualquer político de carreira que faz da vida pública uma escalada profissional -, trabalhando sempre com os olhos, ímpetos e esforços voltados para as próximas eleições; não pode, sob hipótese alguma, pôr em risco suas chances eleitorais, logo, não pode também desagradar a grande parcela dos votantes motorizados. Ademais, menos de 2% (IPEA2011) das locomoções em Curitiba são feitas com o modal das duas rodas que não polui.

Luciano Ducci, médico, inteligente, cidadão viajado, com certeza conhece a realidade de cidades onde a bicicleta está fazendo estrondoso sucesso. Urbanisticamente pensando, é quase certo que ele faria de seu arrojado discurso em prol das bicicletas a sua prática também.

Os "violentos" manifestantes e as suas "armas" do futuro na bagagem

Mas se na balança eleitoral o peso maior ainda é daqueles que poluem, congestionam, matam e morrem obesos e com doenças correlatas, o negócio vai ser continuar discursando em prol do que é melhor para a cidade e, agindo de acordo com as conveniências eleitorais, por uma simples questão de sobrevivência profissional.

Infelizmente esta é a regra, com raríssimas exceções, neste nosso Brasil.

As bicicletas e as estatísticas do governo Richa/Ducci a frente da prefeitura de Curitiba

Faixa de Lazer para os ciclistas, mas só uma vez por mês, enquanto acidentes com ciclistas são mais de 2 por dia

De primeiro de janeiro de 2001, quando assumiu a prefeitura Beto Richa, até o dia 30 de setembro de 2011, já na gestão do Luciano Ducci, os números oficiais apresentam valores expressivos. Não de quilômetros de ciclovias ou ciclofaixas, ou de bicicletários e paraciclos instalados, mas sim de acidentes envolvendo os pedalantes desta “sustentável” capital.

Foram 4633 (quatro mil seicentos e trinta e três) acidentes envolvendo ciclistas com carros, caminhões, ônibus e motos. Destes, 65 foram vítimas fatais, no local do acidente. Não contabilizados aqui os que morreram a caminho do hospital ou que ficaram gravemente feridos.

Nestes mais de 10 anos, muito se falou em sustentabilidade, mobilidade urbana, muito foi prometido em termos de estrutura cicloviária e agora, ao final desta década de gestão Richa/Ducci, eles solene e estrondosamente oferecem o “Circuito Ciclofaixa de Lazer”, com extensos 4 km de faixa à esquerda – pois fora o único domingo do mês que funcionará a faixa de lazer, se o ciclista for atropelado e não estiver no lado direito da via, a responsabilidade é dele!

Estão estampados em inúmeros painéis pela cidade a propaganda da “Faixa de Lazer” (se fosse ciclo-faixa- seria na direita das vias!), o que se gasta em publicidade talvez seja muito mais do que custaram aquelas pobres e desnutridas linhas vermelhas no chão.

Os dados são oficiais e foram obtidos no site bombeiroscascavel.com.br . Se imaginarmos as ocorrências sem registro, o número de acidentes, inequivocamente, deve ter sido muito maior.

Ciclofaixa -de lazer-, Anel Viário e algumas mentiras

Em nota no site da prefeitura de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), anuncia que, à partir do próximo domingo, dia 23, os curitibanos poderão contar com o Circuito Ciclofaixa. Transcrevendo as palavras do prefeito:  “Por isso fazemos diversas ações para os ciclistas, numa cidade que já tem 120 km de ciclovias. Um exemplo é a inclusão de ciclofaixas ou ciclovias em todas as nossas revitalizações e novas obras viárias” – os grifos foram por nossa conta.

Faltou dizer que ciclovias de parque a parque, não servem ao discurso de quem fala em nome da mobilidade urbana. Faltou dizer onde estão as ciclovias ou ciclofaixas em todas as obras viárias, anunciadas no mesmo site da prefeitura: Começam as obras do Anel Viário, que vão melhorar o trânsito na área central, Anel Viário com 15 Km de calçadas, drenagem e infovia.

A nota oficial destaca ainda que, “um dos principais programas nesta área é o Pedala Curitiba, coordenado pela Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude, que oferece passeios ciclísticos toda terça-feira à noite, com percursos diferentes, que variam de 12 a 20 km”. Pois bem, será que a “família curitibana” sabe como começou o Pedala Curitiba? Vejam aqui, como a prefeitura “criou” este Programa.

Tanta mentira fere de morte a inteligência de quem pedala esta cidade. Assim como morrem nas ruas os ciclistas, fruto do descaso daqueles que governam olhando para as urnas e não para as demandas sociais.

Luciano Ducci cria secretaria para substituir a URBS e esquece das bicicletas

O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, anunciou nesta segunda-feira, dia 10, a criação da Secretaria Municipal do Trânsito. Segundo as palavras do prefeito, “a criação da Secretaria faz parte do projeto de evolução na gestão do trânsito para fazer frente às demandas de Curitiba”. Na nota publicada no site oficial da prefeitura, Luciano Ducci anuncia criação da Secretaria Municipal de Trânsito, nada se fala sobre os problemas que a administração municipal vem enfrentando em decorrência da decisão do Tribunal de Justiça do Paraná que, por unanimidade dos votos de seus desembargadores, acatou a Ação Direta de Inconstitucionalidade(Adin) número 52764-2. O relator da ação, desembargador Antônio Martelozzo, destacou que “a delegação de atividade tipicamente pública para entidade privada, no caso a URBS, uma sociedade de economia mista, feriu frontalmente os princípios da impessoalidade e da supremacia do interesse público sobre o particular previstos no art. 27 da Constituição Estadual”.

Na nota publicada no portal da prefeitura, pode-se observar que todas as funções hoje desempenhadas pela Urbs  farão parte do rol de atribuições da nova secretaria. Além de criar esta nova pasta, a administração municipal também recorreu no dia 3 de outubro, protocolando petição junto ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

Para justificar a criação da Secretaria Municipal de Trânsito, o prefeito argumenta ainda que “Curitiba recebe 1.140 carros novos por semana e tem a maior frota de veículos do País, proporcionalmente ao número de habitantes. Há um conjunto de necessidades, fatores e soluções nesta área que justificam uma secretaria exclusiva”. Falou ainda sobre as obras de mobilidade urbana do PAC da Copa e a nota termina sem dar pistas sobre qual será o destino da URBS, cujas competências serão todas assumidas pela nova pasta da administração municipal.

Mais uma vez Luciano Ducci, candidato declarado a eleição em 2012, fala muito e sobre vários aspectos, a respeito do trânsito e mobilidade urbana em Curitiba e, em nenhum momento fala – provavelmente, sequer pensa – nas bicicletas.

Vejam também a excelente análise de Tarso Cabral Violin, explicando com muito mais propriedade e argumentos o porquê da nossa cidade ir parar no banco dos réus, em função da péssima gestão pública municipal. Foi do blog do Tarso também que surrupiamos a irretocável charge desta postagem.