Será que finalmente poderemos parar de andar na canaleta?

 

Pelo menos num pequeno trecho da Sete de Setembro parece que sim, como já foi noticiado pelo blog Ir e vir de bike, a avenida 7 de Setembro esta sendo reformada  com marcação no chão com área especifica para transito de bicicletas:

Marcação na pista

Marcação na pista sendo feita

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Confesso que fiquei surpreso, pelo que parece esta sendo algo bem feito, uma pista bem marcada e com largura razoável, nos dois sentidos da Av. Sete de Setembro. Seria interessante que isso fosse feito em todas as canaletas, e em todas grandes avenidas e binários, dai sim teríamos uma cidade verdadeiramente ciclável.

 

detalhe da marcação do cruzamento, muito bem marcada.

detalhe da marcação do cruzamento, muito bem marcada.

 

Bike-box no semáforo, coisa de primeiro mundo

Bike-box no semáforo, coisa de primeiro mundo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vale lembrar que essa obra em questão é um pouco mais de 1% do que foi prometido pela prefeitura, mas já é um começo.

 

 

 

Plano diretor cicloviário de Curitiba

Foi divulgado o mês passado o plano diretor cicloviário de Curitiba, já foi postado em alguns blogs, sites, etc, mas quando mais divulgado melhor:

 

Aqui um mapa detalhado:

http://www.curitiba.pr.gov.br/multimidia/00136678.pdf

 

Só espero que saia do papel e que seja bem feito (de preferência com a consultoria de ciclistas) Se for só para jogar asfalto em alguma calçada e dizer que é ciclovia, melhor nem fazer…

 

 

 

Ciclocalçada – Arthur Bernardes/Mario Tourinho

Que as ciclocalçadas ou ciclovias compartilhadas de Curitiba são uma piada e uma ofensa aos ciclistas isso quase todo mundo já sabe, são migalhas e remendos mal projetados que a prefeitura nos dá.

É como se lavassem as mãos e dissessem:

” Tá ai a sua ciclovia, agora ande com sua bicicleta por ai e não atrapalhe o transito dos carros!”

Faz um tempo que eu não andava pela ciclocalçada da Arthur Bernardes/Mario Tourinho, mas nas ultimas semanas tive que trabalhar em outro local e passando por ali  pude constatar diversas irregularidades:

Ciclovia destruída e repavimentação fora do padrão. Já abri um protocolo na Central 156:

Será que alguém sabe que aqui é uma "ciclovia"?

Será que alguém sabe que aqui é uma “ciclovia”?

Armadilha pega ciclista!

Armadilha pega ciclista!

   Porque não colocam um poste desses no meio da rua para ver o que acontece?

No meio do caminho, havia um poste!

No meio do caminho, havia um poste!

Cruzamento sem guia rebaixada, a rampa para acesso a cadeirantes que poderia ser utilizada por bicicletas fica afastada do desenho da ciclocalçada. Já fiz varias reclamações na Central 156 sobre este cruzamento mas eles dizem que não tem nada de errado:

Será que quem projetou isso já andou de bicicleta alguma vez na vida?

Será que quem projetou isso já andou de bicicleta alguma vez na vida?

Obras da Sanepar impedindo a passagem. Desrespeito total a pedestres e ciclistas.

O que custa demarcar um pedaço da via para a passagem? Ah, esqueci, isso atrapalharia o transito dos veículos!

Bicicletas e pedestres? que se virem e passem por onde der.

Bicicletas e pedestres? que se virem e passem por onde der.

Sempre quando há estas obras que quebram partes da ciclovia, demoram semanas para repavimentarem (isso quando repavimentam)  já sofri uma queda num buraco desses que foi tampado com pedra brita e areia, o pneu dianteiro da bicicleta afundou e fui para o chão.

Não sou totalmente contra ciclovias compartilhadas, dependendo da via fica complicado e inviável fazer uma pista exclusiva para bicicletas, é melhor uma ciclovia compartilhada do que nada. Já ouvi alguns ciclistas falando que é complicado dividir espaço com os pedestres, que eles andam mais devagar, entram na frente,  tem que desviar, esperar, etc (ironicamente estes são praticamente os mesmos argumentos que os motoristas usam para falar de bicicletas nas ruas) mas é imprescindível que estas ciclocalçadas sejam devidamente sinalizadas alertando que ali é de circulação compartilhada, com  pavimento adequado plano e sem obstáculos, e nos cruzamentos o ideal seria que fosse do tipo passagem elevada devidamente sinalizados, com preferência total aos pedestres e ciclistas e/ou com semáforos  específicos para isto.

O que não é correto é jogar asfalto numa calçada e dizer que ali é uma ciclovia. Na Avenida Arthur Bernardes em quase toda a sua extensão desde o Supermercados Big até a Fonte dos Anjos, dá tranquilamente para fazer uma pista exclusiva para bicicletas, uma pista para cooper e pedestres e ainda colocar 3 faixas de cada lado para os carros, sem comprometer a estética e arborização da avenida.

Basta um pouco de boa vontade, dinheiro para fazer isso eles tem. Cadê o dinheiro da Copa?

Ônibus X ciclistas – o outro lado da historia

É bem comum conflitos e acidentes envolvendo ciclistas x motoristas de ônibus, e muita queixa por parte dos ciclistas reclamando de fechadas, finas, etc. É um consenso que muitos dos motoristas de ônibus são despreparados e não respeitam os ciclistas, mas é sempre bom ouvir o outro lado da história… Continuar lendo

De bicicleta para o trabalho – manual

Vendo todo aquele povo pedalante na última Marcha das 2012 Bicicletas, fiquei me perguntando, será que todo esse povo efetivamente anda de bicicleta no dia a dia?

Longe de querer questionar como cada um usa a sua bicicleta, tem vários ciclistas que preferem só usar como esporte, nos finais de semana, outros só para irem no parque, cada um usa da forma que melhor lhe atende e convém. Continuar lendo

Ciclofaixas em Penha-SC

[like]Nesta ultima semana estive fazendo um pedal pelo litoral de Santa Catarina, fazendo uma parte da Rota Das Baleias, e depois dei fiquei alguns dias em Penha-SC e pude andar bastante de bike pela cidade, fiquei impressionado com a qualidade das ciclofaixas, e da infraestrutura e a utilização das bicicletas pelos moradores.

As cidades de Santa Catarina, principalmente as do litoral, tem uma boa cultura com relação a utilização de bicicletas, tanto que Joinville já foi chamada de capital das bicicletas. Mas achei interessante a infraestrutura de Penha, pois lá também foi feito um “binário”, com duas ruas principais com um só sentido cortando a cidade, mas ao contrário daqui, lá o espaço para os ciclistas e pedestres foi muito bem delimitado:

Ciclofaixa como deve ser feita: largura adequada, separada dos pedestres, e bem demarcada Continuar lendo

Limites físicos x limites mentais

Recentemente o candidato a prefeitura de São Paulo, Paulinho da Força disse na Band News FM que ciclovia mata pessoas, infelizmente com a quantidade de veículos e maus condutores isso se torna uma triste realidade, mas é por isso mesmo que devemos ter mais ciclovias nas cidades, principalmente nos grandes centros, para desafogar a locomoção da classe trabalhadora por assim dizer, é preciso entender, dialogar, fazer a interação dos meios de transportes, ver que em outras grandes cidades deste mundo já existe soluções eficientes, ouso em dizer que em algumas nem chega a ser uma solução pois como é comum o uso das bicicletas que os carros não chegam a ser um problema.

É preciso ver, trocar experiencias, e tirar a cabeça do buraco e ver que existem soluções fáceis para o transporte rápido, eficiente e sustentável, se vermos no YOUTUBE as palestras “TED x ” tem tantas soluções que chega ser no minimo engraçado que esses candidatos nãos as “copiem” para sua plataforma de governo e garantam uma solução para a mobilidade urbana caótica em que estamos vivendo.

Citando umas das palestras do TEC x, uma delas, Jaime Lerner diz que um veiculo muito particular pode auxiliar no transporte como transbordo no final e no inicio de grandes distancias feitas por trem ou ônibus, e a bicicleta pode também fazer esse trabalho muito bem obrigado, em dadas estações os “park bikes” de biciletas publicas ou privadas finalizam o trajeto, assim não precisamos enfrentar grandes engarrafamento, sem poluição, sem barulho e ainda praticamos o que nossos cardiologistas tanto pegam em nossos pés, “você precisa praticar uma atividade física, se quiser ver a formatura dos seus filhos…”

Então meus caros mais uma vez peço que participem de comícios, vejam com atenção o programa de governo e se no passado o que realmente esse candidato fez pela sua cidade ou sua região, é sim nossa obrigação votar e orientar aqueles que votam apenas por obrigatoriedade, e muito importante debater em grupo, esclarecer, trocar ideias e experiencias e assim ter uma melhor idéia que a pessoa que iremos votar realmente está lá por vontade política.

Obrigado e vamos em frente!

http://www.band.com.br/noticias/eleicoes2012/sao-paulo/noticia/?id=100000514409

Reinventando a roda

Estava vendo um jornal da TV alguns dias atrás, quando vi uma matéria com o nosso excelentíssimo ex-governador Jaime Lerner, apresentando o revolucionário meio de transporte individual  “coletivo” (segundo as suas próprias palavras) que ele quer implementar aqui em Curitiba: o dock dock

Pelo que pesquisei, já tem referencias a este veículo e a esse “projeto” desde 2009, então a idéia não é tão nova assim, mas vejam esse vídeo:

E vejam o absurdo que ele fala, aos 2:10 :  “ áreas em que você não quer estimular o uso de automóvel normal. Áreas históricas, área  de pedestres, ciclovias…. etc. ???????????? COMO ASSIM BIAL? Pelo que eu sei, em área de pedestres é proibido o uso de qualquer tipo de veículo motorizado, o mesmo para ciclovias. Ou seja, onde  e como especificamente um veículo como esses pode ajudar no transito, se o próprio Jaime Lerner fala que não é para ser utilizado nas ruas, e que só anda a 25km/h, e com uma autonomia de 100km?

Muitos admiram o Jaime Lerner e seus trabalhos, mas me desculpem os admiradores, concordo totalmente que ele tem e teve  boas idéias e fez grandes obras em Curitiba,  mas esse dock dock é  lamentável.

Para quem achou essa idéia boa, vou apresentar agora, uma das maiores invenções da humanidade, é o meio de transporte mais eficiente que existe, não poluente, totalmente  sustentável,  com essa invenção qualquer pessoa consegue  percorrer um trajeto com 1/3 do esforço que faria andando, e de quebra faz diminuir o volume adiposo de suas nádegas e areja a sua cabeça, fazendo que pense melhor e fale (e faça) menos besteiras.  Eis a bicicleta:

Esse sim é o exemplo que um governador deve dar! Mas é como dizem, cada povo tem o governante que merece!

Eu com minha bike pego sem fazer muito esforço velocidades acima de  30, 35km/h. Faço uma média de 15 a 17km/h andando pela cidade e as vezes ando mais de 500km sem precisar fazer manutenção alguma na bicicleta, além de que “teoricamente” tenho todo o direito de andar pelas ruas junto com os carros, já este veículo não, e só atrapalharia mais ainda o fluxo de veículos.

Veículos compactos e elétricos são uma boa alternativa, mas esse veículo especificamente só serve para passear pelos campos de golf, shoppings centers e parques, e não tem nem um décimo da funcionalidade e praticidade de uma bicicleta.

Usar a tecnologia para melhorar a vida das pessoas é uma boa idéia, mas querer reinventar a roda definitivamente não é.

OAB-PR promove no dia 12 de maio, evento sobre Mobilidade, Meio Ambiente e Sustentabilidade

Com intuito de aprofundar a discussão sobre a Mobilidade Urbana, Meio Ambiente e Sustentabilidade, a OAB-PR promoverá no dia 12 de maio, sábado, à partir das 8h30min, um evento aberto a toda sociedade interessada no tema.

Dentre os palestrantes teremos a presença do arquiteto, urbanista e ex-governador Jaime Lerner; o secretário de trânsito de Curitiba, Marcelo Araújo; o arquiteto e diretor técnico da Cicloiguaçu, Antonio Miranda; o professor de pós-graduação da PUC-PR, Fábio Duarte; o jornalista e cicloativista Alexandre Costa Nascimento, editor do blog Ir e Vir de Bike da Gazeta do Povo; a advogada Karin Kässmayer, professora da UFPR; a professora de arquitetura da UTFPR, Tatiana Gadda e o vereador Jonny Stica. Continuar lendo

Política Nacional de Mobilidade Urbana – Enfim uma vitória?

No ultimo dia 3 de Janeiro de 2012, foi publicada a lei Nº 12.587,  que Institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12587.htm

“A Política Nacional de Mobilidade Urbana é instrumento da política de desenvolvimento urbano de que tratam o inciso XX do art. 21 e o art. 182 da Constituição Federal, objetivando a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas no território do Município. “

Alguns dos pontos tratados, e que eu achei interessante comentar:

§ 1o  São modos de transporte urbano:
I – motorizados; e
II – não motorizados.
Definição: modos de transporte não motorizado: modalidades que se utilizam do esforço humano ou tração animal;

Ou seja, as bicicletas são os “não motorizados”, mas neste grupo também podemos incluir patinetes, skates, monociclos, carroças, cadeiras de rodas, carros de boi ou sei lá mais o que, isso acho que poderia e deveria ser bem mais definido, uma bicicleta necessita de recursos de mobilidade bem diferentes de uma carroça ou de uma cadeira de rodas.

DOS DIREITOS DOS USUÁRIOS
participar do planejamento, da fiscalização e da avaliação da política local de mobilidade urbana;

Isso é importante, senão continuaremos a ver ciclofaixas de 75cm entre outros disparates urbanos.

2º Nos Municípios sem sistema de transporte público coletivo ou individual, o Plano de Mobilidade Urbana deverá ter o foco no transporte não motorizado e no planejamento da infraestrutura urbana destinada aos deslocamentos a pé e por bicicleta, de acordo com a legislação vigente.

Este é o único parágrafo em que a palavra “ bicicleta” aparece,  e achei meio tendencioso, como se só em cidades pequenas sem transporte público é que se anda de bicicletas.

Objetivos:
II – desenvolvimento sustentável das cidades, nas dimensões socioeconômicas e ambientais; 

vamos ver,  quero Curitiba como cidade modelo e ecológica novamente, não Cidade dos binários

 prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado

Esse é o ponto que achei mais importante

VIII – equidade no uso do espaço público de circulação, vias e logradouros; e
IX – eficiência, eficácia e efetividade na circulação urbana.

O que efetivamente não ocorre em Curitiba, onde praticamente todas as grandes obras são focadas exclusivamente na circulação de carros, e que as maioria obras para integração de bicicletas são mal planejadas e paliativas. Pela lei agora os direitos são iguais, e a prioridade são nos modos de transportes não motorizados, sendo assim, toda grande obra, a construção de uma avenida por exemplo, obrigatoriamente teria que ter uma ciclofaixa já inclusa no projeto, e calçadas largas e bem planejadas, cruzamentos sinalizados e guias rebaixadas para acesso de cadeirantes e pedestres (pelo menos eu entendo assim!)

A lei vale a partir de 100 dias após sua publicação, vamos ver depois disso o que  vai mudar, eu quero ver é tudo isso sair do papel e ir para as ruas, é que o que realmente importa.