Ciclocalçada – Arthur Bernardes/Mario Tourinho

Que as ciclocalçadas ou ciclovias compartilhadas de Curitiba são uma piada e uma ofensa aos ciclistas isso quase todo mundo já sabe, são migalhas e remendos mal projetados que a prefeitura nos dá.

É como se lavassem as mãos e dissessem:

” Tá ai a sua ciclovia, agora ande com sua bicicleta por ai e não atrapalhe o transito dos carros!”

Faz um tempo que eu não andava pela ciclocalçada da Arthur Bernardes/Mario Tourinho, mas nas ultimas semanas tive que trabalhar em outro local e passando por ali  pude constatar diversas irregularidades:

Ciclovia destruída e repavimentação fora do padrão. Já abri um protocolo na Central 156:

Será que alguém sabe que aqui é uma "ciclovia"?

Será que alguém sabe que aqui é uma “ciclovia”?

Armadilha pega ciclista!

Armadilha pega ciclista!

   Porque não colocam um poste desses no meio da rua para ver o que acontece?

No meio do caminho, havia um poste!

No meio do caminho, havia um poste!

Cruzamento sem guia rebaixada, a rampa para acesso a cadeirantes que poderia ser utilizada por bicicletas fica afastada do desenho da ciclocalçada. Já fiz varias reclamações na Central 156 sobre este cruzamento mas eles dizem que não tem nada de errado:

Será que quem projetou isso já andou de bicicleta alguma vez na vida?

Será que quem projetou isso já andou de bicicleta alguma vez na vida?

Obras da Sanepar impedindo a passagem. Desrespeito total a pedestres e ciclistas.

O que custa demarcar um pedaço da via para a passagem? Ah, esqueci, isso atrapalharia o transito dos veículos!

Bicicletas e pedestres? que se virem e passem por onde der.

Bicicletas e pedestres? que se virem e passem por onde der.

Sempre quando há estas obras que quebram partes da ciclovia, demoram semanas para repavimentarem (isso quando repavimentam)  já sofri uma queda num buraco desses que foi tampado com pedra brita e areia, o pneu dianteiro da bicicleta afundou e fui para o chão.

Não sou totalmente contra ciclovias compartilhadas, dependendo da via fica complicado e inviável fazer uma pista exclusiva para bicicletas, é melhor uma ciclovia compartilhada do que nada. Já ouvi alguns ciclistas falando que é complicado dividir espaço com os pedestres, que eles andam mais devagar, entram na frente,  tem que desviar, esperar, etc (ironicamente estes são praticamente os mesmos argumentos que os motoristas usam para falar de bicicletas nas ruas) mas é imprescindível que estas ciclocalçadas sejam devidamente sinalizadas alertando que ali é de circulação compartilhada, com  pavimento adequado plano e sem obstáculos, e nos cruzamentos o ideal seria que fosse do tipo passagem elevada devidamente sinalizados, com preferência total aos pedestres e ciclistas e/ou com semáforos  específicos para isto.

O que não é correto é jogar asfalto numa calçada e dizer que ali é uma ciclovia. Na Avenida Arthur Bernardes em quase toda a sua extensão desde o Supermercados Big até a Fonte dos Anjos, dá tranquilamente para fazer uma pista exclusiva para bicicletas, uma pista para cooper e pedestres e ainda colocar 3 faixas de cada lado para os carros, sem comprometer a estética e arborização da avenida.

Basta um pouco de boa vontade, dinheiro para fazer isso eles tem. Cadê o dinheiro da Copa?

Dieta das ruas: Curitiba também merece!

Neste excelente vídeo vemos como o compartilhamento de ideias pode ser muito últil e enriquecedor. Alargar as calçadas diminui a distância para o pedestre atravessar a rua, simples. Limitar as ruas à uma faixa por mão reduz a velocidade da via, pois aí quem dita o ritmo é o motorista prudente que obedece as regras de trânsito. O apressadinho ficará condicionado à velocidade dos que respeitam o limite de velocidade, simples também. Continuar lendo

Ônibus X ciclistas – o outro lado da historia

É bem comum conflitos e acidentes envolvendo ciclistas x motoristas de ônibus, e muita queixa por parte dos ciclistas reclamando de fechadas, finas, etc. É um consenso que muitos dos motoristas de ônibus são despreparados e não respeitam os ciclistas, mas é sempre bom ouvir o outro lado da história… Continuar lendo

Luciano Ducci cria secretaria para substituir a URBS e esquece das bicicletas

O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, anunciou nesta segunda-feira, dia 10, a criação da Secretaria Municipal do Trânsito. Segundo as palavras do prefeito, “a criação da Secretaria faz parte do projeto de evolução na gestão do trânsito para fazer frente às demandas de Curitiba”. Na nota publicada no site oficial da prefeitura, Luciano Ducci anuncia criação da Secretaria Municipal de Trânsito, nada se fala sobre os problemas que a administração municipal vem enfrentando em decorrência da decisão do Tribunal de Justiça do Paraná que, por unanimidade dos votos de seus desembargadores, acatou a Ação Direta de Inconstitucionalidade(Adin) número 52764-2. O relator da ação, desembargador Antônio Martelozzo, destacou que “a delegação de atividade tipicamente pública para entidade privada, no caso a URBS, uma sociedade de economia mista, feriu frontalmente os princípios da impessoalidade e da supremacia do interesse público sobre o particular previstos no art. 27 da Constituição Estadual”.

Na nota publicada no portal da prefeitura, pode-se observar que todas as funções hoje desempenhadas pela Urbs  farão parte do rol de atribuições da nova secretaria. Além de criar esta nova pasta, a administração municipal também recorreu no dia 3 de outubro, protocolando petição junto ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

Para justificar a criação da Secretaria Municipal de Trânsito, o prefeito argumenta ainda que “Curitiba recebe 1.140 carros novos por semana e tem a maior frota de veículos do País, proporcionalmente ao número de habitantes. Há um conjunto de necessidades, fatores e soluções nesta área que justificam uma secretaria exclusiva”. Falou ainda sobre as obras de mobilidade urbana do PAC da Copa e a nota termina sem dar pistas sobre qual será o destino da URBS, cujas competências serão todas assumidas pela nova pasta da administração municipal.

Mais uma vez Luciano Ducci, candidato declarado a eleição em 2012, fala muito e sobre vários aspectos, a respeito do trânsito e mobilidade urbana em Curitiba e, em nenhum momento fala – provavelmente, sequer pensa – nas bicicletas.

Vejam também a excelente análise de Tarso Cabral Violin, explicando com muito mais propriedade e argumentos o porquê da nossa cidade ir parar no banco dos réus, em função da péssima gestão pública municipal. Foi do blog do Tarso também que surrupiamos a irretocável charge desta postagem.

MPL Curitiba relembra 1 ano da tragédia na Tiradentes e exige Tarifa Zero

Multiativismo em Curitiba: integrantes do MPL  e participantes da Bicicletada CuritibaAcabamos de receber esta publicação do MOVIMENTO PASSE LIVRE de Curitiba e, gostaríamos além de deixar manifesto nosso incondicional apoio a este justíssimo Movimento, lembrar que a causa da Mobilidade Urbana – assim como todas as causas sociais pungentes em nosso país – precisam ter uma cooperação e apoio múltuos.

Todas as ações e causas se interconectam. Não basta eu lutar pela Mobilidade e não tomar conhecimento das lutas pelo Meio ambiente, e vice-versa. Não basta eu participar de ações pelo uso da bicicleta e, ao mesmo tempo dizer que “odeio política”. Oras, as decisões políticas é que determinam se serão construídos mais binários, ou ciclofaixas; se a tarifa do ônibus será gratuita-garantindo o direito de ir e vir de toda a sociedade- ou será fonte de lucros para o oligopólio que domina e comanda o transporte coletivo em Curitiba. Abaixo a pertinente e por demais importante discussão sobre a tarifa de ônibus em Curitiba e todo sistema de transporte de massas em nossa- outrora “modelo”- capital.

MPL invade as ruas por Tarifa Zero

Em Junho de 2010, Curitiba assistiu a uma carnificina em praça pública. O  local foi a praça Tiradentes, no centro da cidade. O  assassino, um  ônibus Ligeirinho com falhas mecânicas graves. As vítimas, usuários  compulsórios do transporte coletivo. Há um ano só o  silêncio e descaso  da URBS e prefeitura para com as pessoas alvejadas naquele dia e outras  que dependem do transporte coletivo para gerir suas vidas.

O cenário é esse

Pela  falta de responsabilidade com a vida da população de toda grande  Curitiba é que o MPL – O Movimento Passe Livre de Curitiba – organizou  uma manifestação no dia 10/6/11 na praça Tiradentes, a fim de exigir  melhorias no transporte coletivo da cidade e Tarifa Zero à todas  pessoas. ( http://midiaindependente.org/pt/blue/2011/06/492359.shtml)

A  luta em torno dessa pauta têm sido intensa. Iniciada em Janeiro de 2011, a Rede Contra o Tarifaço, uma iniciativa do MPL, reuniu mais de 45  entidades de luta para barrar o aumento da tarifa e exigir qualidadeno  transporte coletivo. Foram dezenas de manifestações públicas,  várias  reuniões, sessões nas câmaras de vereadores e deputados,  protocolos e o  resultado foi um ônibus azul! ( http://fureotubo.blogspot.com/2011/04/farsa-do-onibus-azul-lo-ta-do.html)

A  cidade tem uma defasagem no sistema de transporte coletivo de mais de  50 anos em relação ao crescimento populacional e demanda do transporte.  Cidade que um dia foi modelo em deslocar enorme número de pessoas pela  cidade, hoje apresenta como resultado desse atraso no sistema, ônibus  superlotados, linhas saturadas, filas imensas, atrasos e acidentes  diários, muitos deles fatais.

O MPL tem apontado inúmeras falhas  no sistema de transporte coletivo e proposto diálogo com a URBS,  empresa que gerencia o transporte, para apresentação de um projeto de  iniciativa popular que visa a melhoria do sistema no que se refere a  qualidade, conforto, pontualidade, segurança e gestão popular do  sistema. Porém, a proposta não tem sido vista com ?bons olhos?, pois  isso significa automaticamente queda nos lucro dos empresários do  transporte. Infelizmente, a democracia proferida pelos órgãos “públicos”  é de cima para baixo, sem diálogo algum, onde preferencialmente sempre  favorecem as oligarquias do transporte coletivo.

Vimos há pouco tempo a implantação do seguro acidente com ônibus (segbus –  http://www.osegbus.com.br/principal/index.php), que tem como objetivo ressarcir as vítimas do transporte. Já foi perguntado pelo movimento, por que ao invés de uma medida que assume  acidentes futuros, paliativa, não se tem medidas preventivas, como por  exemplo, mais ônibus nas linhas, para que não se precise aumentar a  velocidade do ônibus e gerar mais acidentes?

A obrigatoriedade  de câmeras dentro das estações tubos e no interiordos ônibus para  vigiar a população ao invés de ônibus sem catracas comintegração total  da cidade. Medidas que garantem apenas o lucro das empresas e não a  melhoria do transporte às pessoas.

Mesmo com toda essa situação  busca-se, pelas vias reivindicativas, com movimentação popular,  organização de núcleos que discutam a questão do transporte coletivo,  ações diretas, desobediência civil, caminhos para a melhoria da vida em  si da população da grande Curitiba. Assim afirma o MPL Curitiba.

http://midiaindependente.org/pt/blue/2011/06/492872.shtml